terça-feira, 9 de março de 2010

Deus Precisa de Intercessores...

O texto a seguir foi extraído e editado de uma mensagem ministrada numa conferência do Comitê Nacional de Oração da América em janeiro de 2007 no Texas, EUA.


Há diversas passagens na Bíblia – em Jeremias, Ezequiel e Isaías – nas quais Deus diz que precisa de um homem. Em Jeremias 5.1, ele diz que se tivesse achado um homem que amasse a verdade e praticasse a justiça, ele teria perdoado toda a cidade de Jerusalém dos seus pecados. A história de Abraão se encaixa aqui. Em Gênesis 18, Deus é o Salvador no começo do capítulo e é Juiz no final. Na parte intermediária está Abraão, entre o Deus Juiz e o Deus Salvador. Por alguns instantes, o destino de duas cidades significativas, Sodoma e Gomorra, repousava sobre uma pessoa. Deus estava dizendo: “Se eu puder encontrar uma única pessoa...”


Em Ezequiel 22.30, Deus estava procurando por uma pessoa que se colocasse na brecha e restaurasse o muro de tal modo que não fosse preciso destruir a cidade de Jerusalém. Uma só pessoa pode fazer uma diferença para Deus. Você não precisa ter uma mega-igreja. Neste capítulo, o profeta estava falando sobre a cidade santa, onde o rei se valia de sua posição para vantagem pessoal e para tratar seus súditos com crueldade. Os governantes usavam sua posição para obter ganhos pessoais. Os sacerdotes não faziam mais distinção entre o sagrado e o profano. Isso não se parece com a nossa situação atual?


Todos nós conhecemos o começo de Isaías 59: “Eis que a mão do Senhor não está encolhida, para que não possa salvar; nem surdo o seu ouvido, para que não possa ouvir”. Não há nenhum problema com Deus; ele está perfeitamente apto. O problema está conosco.


“As vossas iniqüidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados esconderam o seu rosto de vós... porque as vossas mãos estão contaminadas de sangue, e os vossos dedos de iniqüidade; os vossos lábios falam a mentira, a vossa língua pronuncia perversidade.”

Do que ele está falando? Sobre o povo de Deus, sobre a cidade santa e a nação escolhida, o povo eleito. Isso é alarmante, não é?


Mas, graças a Deus, há uma esperança um pouco adiante: “Olhou o Senhor [para Jerusalém] e indignou-se com a falta de justiça. Ele viu que não havia ninguém, admirou-se porque ninguém intercedeu...” Ele não encontrou um homem sequer, portanto “seu braço lhe trouxe livramento e a sua justiça deu-lhe apoio” (Is 59.15,16, NVI).


Observe mais uma vez estas palavras: “Ele viu que não havia ninguém, admirou-se [ou “ficou estarrecido”] porque ninguém intercedeu”. Há dois fatos chocantes nessa passagem. Um é que a onipotência está buscando ajuda. O outro é que o onisciente está estarrecido. Eu creio que ele sabia dessa situação de antemão, mas ainda assim ficou estarrecido.

Será que uma só pessoa pode fazer uma diferença? De que tipo de pessoa Deus precisa? Ele estava buscando um intercessor, alguém que pudesse intervir. A raiz da palavra usada aqui no hebraico é “encontrar”. Em outras palavras, Deus procura por uma pessoa que provoque o encontro de duas pessoas que estejam separadas.


O que podemos fazer para levar Deus e a sua solução ao encontro dessa enorme necessidade na Igreja? Ele procura por alguém que possa provocar o encontro dele e da sua suficiência com a necessidade da Igreja – ou seja, por um intercessor.



Cristo, Nosso Intercessor


Isaías 53.6 diz: “Todos nós, tal qual ovelhas, nos desviamos, cada um de nós se voltou para o seu próprio caminho...”. Está aí a essência do pecado. Temos a tendência de pensar do pecado como uma violação da lei (o que realmente é), mas antes de violarmos a lei, tomamos uma decisão dentro de nós para nos desviarmos para o nosso próprio caminho. Em qual caminho você está andando? Está olhando para Jesus e para o seu rosto ou está decidindo seguir o seu próprio caminho?


A essência do pecado e da pecaminosidade do homem é de ficar centrado em si mesmo. A verdade é que nós não somos o centro; o ego é um centro falso. Isso me ajuda a entender o que é expiação. É uma purificação dessa estrutura de referência voltada para nós mesmos. Nós somos tão pecaminosos e tão centrados em nós que Deus não tem como nos alcançar a não ser apelando para nosso egocentrismo. Ele diz: “Você quer ir para o inferno?”. Se eu digo: “Não!”, então ele diz: “Você precisa de mim”.


Quando eu começo a voltar do meu caminho e me abro, ele, a única pessoa que não é egocêntrica, entra e começa a fazer uma reviravolta dentro de mim. A redenção de alguém sempre começa dentro de uma outra pessoa. É assim que se passou a história de Isaías 53.6: “Todos nós nos voltamos para o nosso próprio caminho, e o Senhor colocou sobre ele [Jesus] a iniqüidade de todos nós”. No hebraico, literalmente, seria assim: “Deus fez convergir sobre ele [Jesus] a iniqüidade de todos nós”.

Em 1950, a revista Time publicou uma reportagem sobre um caso médico na Califórnia. Um menino de 9 ou 10 anos havia apresentado um problema grave nos rins. O seu corpo ficou infeccionado por causa de um rim doente. Quando o segundo rim ficou infeccionado, as condições de saúde do menino se deterioraram rapidamente. A equipe médica chamou o pai e a mãe e lhes disseram: “Não há nada que possamos fazer com os recursos da medicina atual para salvá-lo”.


Os pais perguntaram: “Não há nada que nós possamos fazer?”


Os médicos responderam: “Bem, tivemos uma idéia absurda – algo que nunca foi tentado antes. Teoricamente deve funcionar, mas como nunca foi feito até agora, não sabemos se vai dar certo ou não. Pensamos que se pudéssemos encontrar alguém cujo tipo sanguíneo combinasse com o dele, e se pudéssemos ligar os dois corpos de tal modo que o sangue do menino doente pudesse fluir dentro da pessoa sadia e passar pelos rins dela, voltando depois para o corpo do garoto doente, pode ser que os rins do seu filho obtenham alívio suficiente para se recuperarem por si mesmos.”

Ambos os pais disseram instantaneamente: “Examinem o nosso tipo sanguíneo”. O tipo de sangue da mãe não combinava, mas o do pai, sim. Então o pai disse: “Vamos em frente”. Os médicos o colocaram na mesa de cirurgia ao lado do filho e ligaram os dois corpos. Para seu espanto e alegria, a temperatura do menino começou a cair e a do pai, a subir; depois que as duas temperaturas se encontraram, nivelaram-se e, em seguida, começaram a cair.


Depois de o pai e o filho ficarem com temperatura normal por algum tempo, os médicos desligaram os dois corpos. Passados cerca de nove dias, eles liberaram o garoto, que voltou para casa e, provavelmente, ainda está vivo. Já o pai foi mantido sob observação por mais uns dois dias. No décimo primeiro dia, sua pressão arterial subiu de repente, a temperatura disparou – e ele morreu.

Desde que tomei conhecimento dessa história, a cruz e a expiação assumiram novo significado para mim. Todos nós, como ovelhas, nos desgarramos. Cada um de nós se voltou para o seu próprio caminho, e Jeová fez com que se encontrassem em Cristo as iniqüidades de todos nós. Cristo tomou o meu pecado. Ele, que não conheceu pecado, se tornou pecado no meu lugar. Ele o tomou sobre si mesmo. A origem da salvação está nele, não em você nem em mim.

Em Isaías 59, o texto diz que Deus procurou um homem e não encontrou um sequer; por isso o seu próprio braço lhe trouxe a salvação. Eu tinha um conceito errado a respeito do braço do Senhor. Quando lia em Isaías 59.1: “...a mão do Senhor não está encolhida, para que não possa salvar....”, eu pensava: “Deus pode cuidar disso com o seu poder; ele pode impor a solução”. Mas qual foi minha surpresa quando vi a solução de Deus em Isaías 53: uma pessoa frágil, sem aparência ou poder, sofredora.


O braço do Senhor é a pessoa pendurada na cruz. Eu achava que o braço do Senhor era a pessoa no trono. Se você ler cuidadosamente de Isaías 40 a 66, verá que o braço do Senhor é o Salvador sofredor. A solução não é Deus trazer a salvação como imposição sobre a humanidade. A solução é nós lançarmos o nosso problema sobre ele, e o poder de Deus, suportá-lo. Ao tomar o problema sobre si mesmo, Jesus inverte a situação completamente, e a salvação acontece a partir dele exatamente como ocorreu no corpo daquele pai em favor do filho. Só que naquele caso o pai morreu. Já na intervenção divina, houve uma ressurreição. O que significa isso? Que a vida que está no Pai está fluindo perpetuamente para o Filho, assim como a vida do Filho está fluindo perpetuamente para o Pai.


Por isso Jesus podia dizer aos doze, quando os enviou: “Quem recebe a mim recebe meu Pai, e quem recebe vocês recebe a mim. Se rejeitarem vocês, vão deixar de me receber, e se deixarem de me receber, perderão igualmente a oportunidade de receber o Pai” (veja Mt 10.40). Quando percebi as implicações disso pela primeira vez, eu não queria tamanha responsabilidade. Eu queria dizer: “Isto é o que vocês devem fazer”, e não: “Eu estou identificado com esta mensagem, e o que você faz comigo é o que está fazendo com a mensagem”.


Isso quer dizer que precisa haver uma similaridade e uma identificação entre mim e a mensagem. Se houver um grande contraste entre a mensagem e a minha vida, então onde está Cristo? O Pai habita no Filho e, agora que Deus se tornou um homem, ele pode viver numa pessoa. Conseqüentemente, a nossa função é ser um canal aberto para a passagem do Espírito.


O Pai vem através do Filho. O Filho vem através de pessoas como eu e você. Jesus disse para os onze, para seus amigos e para as mulheres e crianças, em João 20.21: “Assim como o Pai me enviou, eu os envio”. E “se perdoarem os pecados de alguém, estarão perdoados” (v.23).

Em outras palavras: “Vocês são a chave para fazer a ligação entre mim e o mundo, assim como eu sou a chave entre o Pai e vocês”. O que torna tudo isso possível? O Espírito Santo. O Espírito Santo que está no Pai e no Filho entra em mim e compartilha o fluir da vida de Deus, que é a única vida que produz resultados.



Suportando a Carga de Deus Junto com Ele


Há uma história muito comovente sobre Amy Carmichael, uma missionária britânica que foi para a Índia por volta de 1895. Lá conheceu a situação das meninas do templo. Quando um pai morria, queimavam o corpo da esposa também porque acreditavam que o homem precisaria dos serviços dela na outra vida. Com isso, as crianças ficavam órfãs. Os meninos não eram problema porque logo produziam renda, mas quem queria as meninas? Por isso davam as meninas para os deuses e as colocavam nos templos onde se tornavam prostitutas.


O coração de Amy Carmichael ficava angustiado ao ver essas meninas de doze ou treze anos servindo como prostitutas nos templos. Ela começou a lutar para tirá-las de lá. Conseguiu realmente tirar algumas de lá, e estava tão determinada no seu intento que o sacerdote do templo ficou preocupado e foi procurar os homens de negócio indianos. Estes foram falar com comerciantes ingleses influentes, que, por sua vez, procuraram os missionários ingleses e lhes disseram que uma pessoa do seu grupo estava criando problemas.


Os missionários ingleses procuraram Amy e disseram: “Você terá de parar com isso”. Ela perguntou: “E as meninas?”, e eles disseram: “É verdade, isso é trágico, mas você está criando problemas e vai acabar nos prejudicando”.

Naquela ocasião, ela estava lutando para tirar uma garota dessa vida no templo. Ela achava que o sacerdote principal do templo, sendo um homem religioso, certamente teria decência e compaixão; aos poucos, porém, foi entendendo através da expressão implacável nos seus olhos e das linhas inflexíveis do seu rosto que, para ele, a menina era um meio de ganhar dinheiro e que não abriria mão dela.

Sentindo que todos estavam contra ela, Amy foi para seu quarto, uma simples moça missionária solteira, pôs-se de joelhos e disse: “Deus, esse problema não é meu. Já fiz tudo que pude e não está dando certo. Não é mais o meu problema”.


Imediatamente ela viu o Senhor. Ele não estava ajoelhado debaixo de uma oliveira no Oriente Médio. Ele estava ajoelhado debaixo de uma árvore indiana, enquanto dois rios de lágrimas escorriam pela sua face. De repente, fixou o seu olhar penetrante em Amy e disse: “Amy, o problema não é seu. É meu. Só estou procurando alguém que me ajude a suportá-lo”.


“Certamente ele tomou sobre si as nossas enfermidades [angústias], e as nossas dores [tristezas] levou sobre si” (Is 53.4). Jesus as suportou – tomou-as para si mesmo. Lembre-se da história de Abraão, antes de Deus destruir Sodoma e Gomorra, como ele disse: “Esconderei de Abraão o que estou para fazer?” (Gn 18.17). Foi assim que Abraão foi levado a interceder.


Esse entendimento mudou a minha vida. A única esperança para alguém que está sob minha responsabilidade é que o seu problema se torne o meu problema, de tal forma que eu o carregue dentro de mim. Quando isso acontece, não é meu problema realmente, é problema de Deus. Você recebe uma carga que pesa no seu coração. Você não consegue dormir tão bem como antes, começa a acordar várias vezes durante a noite. É uma profunda preocupação com um filho, uma criança, uma igreja, um membro da igreja, um amigo, um país. É uma carga, um peso no coração.

Uma voz interior diz: “Eu lhe dei o privilégio de compartilhar o fardo que está no meu coração por um mundo perdido”. É a isso que a epístola de Romanos se refere quando fala a respeito do Espírito Santo (Rm 8.26-27) que entra no indescritível sofrimento do coração de Deus e gera em nós um fardo que se expressa por gemidos inexprimíveis. Ele permite que entremos nisso. Tenho o privilégio de compartilhar a dor do seu coração. Há tremendo potencial nisso.


Deus disse para Amy Carmichael: “O fardo realmente é meu, e estou procurando alguém que queria compartilhá-lo comigo”. Percebeu a conexão? Se você cortar um fio elétrico, as luzes se apagam. É preciso estabelecer a conexão. De alguma forma, os relacionamentos interpessoais formam a conexão; quando ela não existe, acontece Sodoma e Gomorra.

Eu preciso começar a minha oração dizendo: “Deus, onde é que me queres neste cenário? Onde é que me encaixo?” Não sou responsável por todos. Sou responsável por aqueles que Deus colocou sob meu encargo.



O Amor Divino Capacita a Suportar


Voltando a Isaías 59, vimos que quando Deus não encontrou um intercessor, quando não achou um homem, ele mesmo se tornou um. Foi assim que “seu próprio braço lhe trouxe a salvação” (v.16). Será que eu também quero fazer parte da resposta? A única maneira em que posso fazer parte da resposta é participando do problema.

“Pois o amor de Cristo nos constrange, julgando nós isto: ...ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou” (2 Co 5.14-15). Este é o amor de Cristo, não amor humano.


Lemos em Romanos 5.5: “Porque o amor de Deus é derramado em nossos corações pelo Espírito Santo...”. Observe as quatro palavras “o amor de Deus”. Quem está amando quem? Não podemos dizer. Pode ser Deus amando a mim, ou pode ser o meu amor por Deus. Há um mundo de diferença entre os dois. Há uma diferença entre a maneira de Deus amar e a nossa maneira de amar? Quanta diferença? O amor de Deus só é maior do que o meu? É diferente na quantidade ou na qualidade?

A palavra comum no grego para “amor” não foi usada uma vez no Novo Testamento. Eros era o termo mais comumente usado para incluir qualquer coisa que fosse bonita, boa e verdadeira, além de ser utilizado para o amor entre um homem e uma mulher. Aristóteles chegou a dizer que é o amor que mantém os planetas nas suas órbitas.


Quando estavam escrevendo o Novo Testamento, os autores usaram uma palavra muito difícil de ser encontrada no grego clássico. Usaram essa palavra porque não tinha nenhum significado especial. O substantivo ágape e o verbo agapao descrevem o amor de Deus, o sujeito, a origem do amor. “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira...” (Jo 3.16).

Qual é a natureza do mundo para que Deus o amasse? O amor de Deus não é baseado na natureza do mundo; é baseado na natureza de Deus. É quem ele é, alguém que emana amor continuamente. Ele não ama por aquilo que nós somos, mas por causa de quem ele é. Não é que ele não nos valoriza. Ele aprecia o que somos. Porém amor ágape é o que você recebe na cruz: “Pai, perdoa-lhes...” Amor ágape é o que Estevão demonstrou.


O amor de Deus deve nos encher com sua plenitude. É por isso que Paulo fala tantas vezes sobre plenitude. O plano de Deus é que sejamos cheios dele. Quando somos cheios da natureza de Deus, isso nos faz perder nossa liberdade? Não, é justamente lá que está a liberdade. A pessoa mais livre que já viveu nesta terra foi Jesus. Ele dizia: “Não faço nada por mim mesmo. Só posso fazer aquilo que vejo meu Pai fazer. Não vim para fazer a minha vontade; vim para fazer a vontade do meu Pai”. Ele sentia pleno prazer e alegria nisso. É lá que encontro minha liberdade, minha plenitude, minha realização – a plenitude de Deus preenchendo todo o meu ser.


1 Coríntios 13 é chamado o capítulo do amor. Sempre pensei que esse capítulo me ordenava a amar. No entanto, não há nele uma ordem para amar. O texto só descreve como é o amor. “Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver...” Observe: “se não tiver”, não “se não fizer”. Ágape não é uma coisa que você faz. É algo que você recebe. Conforme minha percepção, esse é o significado da graça. O que Jesus disse no último dia da grande festa em João 7 foi: “Se alguém tem sede, venha a mim, e beba... do seu interior fluirão...” O verbo é fluir. Quando esse amor flui para dentro de uma pessoa, logo vai romper para fora; quando isso acontecer, o rio de amor vai fluir para outra pessoa, que, então, vai ter de se abrir ou se fechar para o rio.


De um modo ou de outro, a intercessão ajuda a abrir o caminho para o amor fluir de Deus, através de nós, para uma outra pessoa. Isso acontece mesmo que a outra pessoa não saiba nada a respeito daquele que está intercedendo nem da oração que ele fez. Observe as conversões e verá que em algum lugar alguém se ofereceu como um ponto de contato. Ninguém chega sozinho ao Reino. Todos nós entramos por meio de redes de relacionamentos. Eu gosto disso! Faz com que pertençamos um ao outro. É uma teologia maravilhosa, que se encaixa perfeitamente com a vida prática. Somos interligados uns com os outros.


Deus precisa de intercessores. Quem se disporá?


Dennis Kinlaw é o fundador da “Francis Asbury Society”, sediada em Kentucky, EUA. Participou de um avivamento na Faculdade Teológica de Asbury em 1970, da qual era presidente na época. Mais informações no site: www.francisasburysociety.com/kinlaw.htm

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Como se Arrepender...

O texto a seguir foi adaptado de uma mensagem ministrada na Conferência “Heart-Cry for Revival” (Clamor do Coração por Avivamento) em abril de 2008, na Carolina do Norte, EUA.

Em determinada época da minha vida, tive um sonho que Deus usou para falar comigo. Eu estava passando por um período muito seco, espiritualmente. Começava a orar por algo e logo mais parecia estar mendigando do que orando. Tome muito cuidado com essa atitude de mendigar a Deus por coisas, porque passa a ideia de que precisa mais daquela coisa do que dele. É como se estivesse dizendo: “Tu não és suficiente para mim, Senhor; preciso daquilo”.

Eu conhecia bem as promessas das Escrituras, como, por exemplo: “...tudo quanto em oração pedirdes, crede que recebestes, e será assim convosco” (Mc 11.24). Eu reivindicava o cumprimento de tais promessas – e quando isso não acontecia, ficava desapontado. Comecei a pregar uma série de mensagens na igreja, intitulada Deus está operando mesmo quando não posso vê-lo, porque nenhum outro tema fazia sentido para mim. Orava e jejuava e dizia: “Senhor, não posso continuar assim. Não posso mais ministrar se não sair desse lugar seco”.


Foi então que tive o sonho. No sonho, vi Deus operando de forma muito poderosa, como só acontece em sonhos. Vi Deus passando pelo país inteiro, como um rio inundando e lavando a terra. Fiquei ali, observando, e uma imensa alegria enchia meu interior, alegria verdadeira, alegria de alma. Superava e ofuscava tudo que antes eu conhecesse por alegria.

Quando me levantei de manhã, havia um esboço na minha mente. Tinha estes cinco pontos:

Deus no trono: um quadro de santidade. Precisamos voltar a vê-lo assim. Perdemos a visão de um Deus elevado e exaltado. Deus é glória inefável. Ele habita em luz inacessível. Ninguém pode ver Deus e viver. Nosso Deus é um fogo consumidor (Hb 12.29). Horrível coisa é cair nas mãos do Deus vivo (Hb 10.31). Precisamos voltar a ver Deus no trono: um quadro de santidade.

Pecado no espelho: um quadro de quebrantamento. Na igreja, hoje, vemos pecado nos jornais e na vizinhança; conseguimos enxergar pecado por toda parte, menos no espelho, quando estamos olhando para nós mesmos. A maioria dos cristãos é muito deficiente quando se trata de enxergar seu próprio pecado. Se você perguntar a um cristão típico: “Em que aspecto de sua vida Deus está tratando agora, no sentido de santificá-la? O que ele está fazendo?”, ele responderá: “Não sei”.


O ego na lama: um quadro de arrependimento. Queremos subir a níveis mais elevados, mas não queremos descer antes. Toda nossa celebração superficial nunca toca o âmago da questão. Isaías dizia que eram “ofertas vãs” (Is 1.13). O ego na lama significa descer aos lugares mais humilhantes. Até onde seu ego já foi rebaixado?


Cristo na cruz: um quadro de graça. A graça só é impressionante quando é vista como o remédio para um problema visto e reconhecido. Graça sem pecado é inútil. É um remédio para uma doença que não admito possuir. Por outro lado, quando você vê pecado no espelho e o ego na lama, a graça é incrivelmente maravilhosa.

O Espírito no controle: um quadro de poder. O Senhor me deu Oséias 6.1-3 como tema desse esboço: “Vinde, e tornemos para o Senhor, porque ele nos despedaçou, e nos sarará; fez a ferida, e a ligará...” Eu amo especialmente esta promessa: “Como a alva a sua vinda é certa”. O sol nasceu hoje de manhã? Então, da mesma forma, Deus saiu para realizar sua obra no mundo, assim como faz todos os dias.

Primeiro passo no avivamento

Meu tema é o ponto central na lista acima: o ego na lama: um quadro de arrependimento. Arrependimento é o funil pelo qual passa todo avivamento. Você quer que seu coração seja tocado? Quer alcançar um lugar mais alto em Deus? Comece com arrependimento.

A palavra avivamento não está na Bíblia como substantivo. O verbo avivar (vivificar), porém, está. “Vivifica-nos, e invocaremos o teu nome” (Sl 80.18). “Desvia os meus olhos para que não vejam a vaidade, e vivifica-me no teu caminho” (Sl 119.37). “Estou aflitíssimo; vivifica-me, Senhor, segundo a tua palavra” (Sl 119.107, uma oração durante tempo de provação).

Arrependimento é o primeiro passo para o avivamento. Uma passagem clássica no Novo Testamento encontra-se em 2 Coríntios 7, que mostra uma verdade importante: arrependimento é uma boa coisa.

A igreja em Corinto era uma igreja problemática. Era composta de pessoas mundanas, sectárias, carnais. Paulo escreveu algumas cartas aos coríntios, duas das quais foram preservadas no Novo Testamento. Além disso, ele passou pela cidade de Corinto várias vezes.


As coisas que estavam acontecendo lá estavam entristecendo o coração de Paulo. Na segunda carta aos Coríntios, ele faz referência a uma carta anterior: “Porquanto, ainda que vos tenha contristado com a carta, não me arrependo; embora já me tenha arrependido (vejo que aquela carta vos contristou por breve tempo)...” (2 Co 7.8).

Nessa carta anterior, ele havia escrito, com termos bem fortes, mais ou menos o seguinte: “Vocês estão fazendo isso e aquilo. Parem de agir assim!” Paulo os amava e sabia que era difícil para eles ouvir palavras como essas. Dá a impressão de que ele teve alguns momentos de dúvida. “Será que falei demais? Fui duro demais com eles? Eu os amo. Não quero afastá-los.” Se você já passou por algo assim, sabe que esse tipo de situação parte o coração. Você não quer falar muito. Se não dá para apanhar o fruto, pelo menos não o machuque!

Entretanto, a igreja em Corinto precisava ouvir essas palavras, e alguém precisava dizê-las. Paulo disse que foram contristados ou feridos pela verdade apenas “por breve tempo”. Por quê? O Espírito Santo penetrou seus corações, sentiram-se contristados (com convicção de pecados) e se arrependeram.

Paulo escreveu: “Agora me alegro, não porque fostes contristados, mas porque fostes contristados para arrependimento” (v. 9). Em outras palavras, Paulo disse: “Agora estou tão feliz que disse aquelas palavras. Foi duro por um tempo. Eu não os queria perder, mas agora vejo que o Espírito Santo usou minhas palavras para trazer convicção, e isso quebrantou seu coração. Agora vocês se arrependeram, e estou muito contente que Deus tenha feito isso”.

Eis a chave: arrependimento.

Arrependimento em toda a Bíblia

Era essa a mensagem que se ouviu da boca de cada mensageiro bíblico. É impossível não percebê-la no Velho Testamento. Todos os profetas pregavam a mesma mensagem: “Arrependa-se!”. Ezequiel, Isaías e Oséias a pregavam: “Arrependa-se!”. A mesma mensagem foi pregada vez após vez após vez. Por quê? Porque é o funil pelo qual passa toda graça! Se Deus conseguir nos levar a um lugar de arrependimento, a partir daí tudo será abençoado. Contudo, enquanto não chegarmos a essa posição, nosso serviço para o Senhor será ineficaz.

Alguns argumentam que os entusiastas por avivamento só pregam do Velho Testamento. Vá ao Novo Testamento, então. Veja João Batista; sobre o quê ele pregava? “Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus” (Mt 3.2). E os discípulos? Em Marcos 6.12, lemos que “saindo eles, pregavam ao povo que se arrependesse”. E, em Lucas 15.7, que “haverá maior júbilo no céu por um pecador que se arrepende do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento”.

E na igreja primitiva? No dia de Pentecoste, mais de 3 mil pessoas se converteram. Qual foi o assunto naquela ocasião? “Arrependei-vos!” Era esse o assunto em Atos 2. E, novamente, em Atos 3.19,20: “Arrependei-vos, pois, e convertei-vos para serem cancelados os vossos pecados, a fim de que da presença do Senhor venham tempos de refrigério...”

Vocês querem tempos de refrigério, querem mesmo? Arrependam-se, para que venham tempos de refrigério. E a exortação em Atos 17.30: “Ora, não levou Deus em conta os tempos da ignorância; agora, porém, notifica aos homens que todos em toda parte se arrependam”.


Talvez você pense que era essa a mensagem dos apóstolos, mas não o coração de Jesus para nós. Leia Apocalipse 2.16: “Portanto, arrepende-te...”. Foi a mensagem de Jesus para a igreja em Pérgamo. “…e se não, venho a ti sem demora, e contra eles pelejarei com a espada da minha boca.” Em Apocalipse 3.19, Jesus diz: “A quantos amo…” Hoje, que tipo de mensagem daríamos à Igreja? “A quantos amo, eu abençôo? Paparico? A quantos amo, favoreço com toda sorte de maravilha?” Não é assim que Jesus age. “Eu repreendo e disciplino a quantos amo. Sê, pois, zeloso, e arrepende-te.” Esse é o coração do Senhor para nós hoje, desejando que alcancemos um lugar de genuíno arrependimento.

O que é arrependimento?

Eu acho que a maioria das pessoas não sabem o que é arrependimento. Elas vivem a vida cristã e o processo de santificação de acordo com 1 João 1.9: "Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça". "Se confessarmos os nossos pecados..." – você sabe o que isso significa? Eu ouvi um estudioso da Bíblia dizer uma vez que confessar significa dizer o que Deus diz. O que Deus diz sobre pecado? Ele diz que é pecado. Então, o que eu digo? "É pecado, Deus. Perdoa-me, Deus, eu pequei novamente.” 1 João 1.9 diz: “…fiel e justo para nos perdoar”. “Sinto muito, Deus. Perdoa-me, Deus.” Que conceito medíocre de confissão!

Antes que você possa dizer o que Deus diz sobre pecado, você precisa ver o que ele vê. Arrependimento é o processo de ver o que Deus vê. Você nunca confessará de verdade enquanto não se arrepender antes. Confissão é fácil se vier depois do processo extremamente difícil de arrependimento. Se arrependimento fosse fácil, todos estariam se arrependendo. A maioria dos cristãos está presa em um ciclo de pecado, confissão, pecado, confissão, pecado, tomando posse da graça, citando 1 João 1.9 – mas sem qualquer mudança. Arrependimento é o processo de ver o pecado como Deus o vê. Não é uma coisa fácil de se fazer.


Arrependimento é mudança em todas as maneiras e em todos os níveis. Arrependimento não é mudar de cônjuge, de emprego, de endereço ou de amigos. Arrependimento é mudar no lugar em que é mais necessário. Arrependimento é mudar o interior da pessoa – a maneira como penso, como vejo, como sinto. Arrependimento não leva à mudança; arrependimento é mudança. Arrependimento é reconhecer o pecado pelo que é, seguido por uma tristeza do coração e culminando em uma mudança de comportamento. Você não se arrepende, e arrepende, e arrepende, e arrepende sobre as mesmas coisas, vez após vez. Não é que não possamos ter recaídas, mas arrependimento é mudança. Não penso mais sobre o pecado da mesma forma.


Arrependimento é minha mente, minhas emoções, minha vontade; é a totalidade de quem eu sou. Pense sobre a história do filho pródigo (Lc 15.11-32). Ele roubou a herança e acabou indo morar com porcos. Então, de repente, a Bíblia diz que ele caiu em si. Teve uma mudança de mente.


A Bíblia diz que arrependimento é um ato realizado em Deus (Jo 3.21). Você não o consegue fazer por si mesmo. Em Atos 5.31, diz: "Deus, porém, com a sua destra, o exaltou a Príncipe e Salvador, a fim de conceder a Israel o arrependimento e a remissão dos pecados." Deus oferece isso a você. E veja em Atos 11.18: "E ouvindo eles estas coisas, apaziguaram-se e glorificaram a Deus, dizendo: Logo, também aos gentios foi por Deus concedido o arrependimento para a vida".


Em 2 Timóteo 2.25, encontramos uma passagem clássica sobre o arrependimento ser uma obra de Deus. Paulo diz que os servos de Deus devem disciplinar "com mansidão os que se opõem, na expectativa de que Deus lhes conceda não só o arrependimento para conhecerem a verdade...".


Você não consegue ver a verdade por si mesmo. Se você ou alguém que você ama é prisioneiro do pecado, fica impossível para vocês enxergá-lo. Quando o filho pródigo estava naquele chiqueiro e voltou à razão, foi porque Deus o havia tocado. De repente, ele olhou em volta de si e pensou: “O que estou fazendo aqui?”.


Portanto, em primeiro lugar, ele teve uma mudança de mente. Depois teve uma mudança de coração. Ele teve este sentimento: “Não sou mais digno de ser chamado filho. Mereço ser escravo”. Passou a pensar de modo diferente sobre si mesmo. Antes ele estava inchado, mas depois voltou à razão e caiu em si.

Ele teve uma mudança de mente e uma mudança de coração, mas ainda faltava uma outra parte do arrependimento. Quando alguém realmente está se arrependendo, a vontade começa a unir-se à mente e a formar um plano. “Levantar-me-ei e irei ter com meu pai e lhe direi...” Quando a pessoa está verdadeiramente arrependida, não precisa dizer-lhe o que fazer. Ela descobre por si mesma quando Deus faz a obra em seu coração. Arrependimento é mente, é emoção, é vontade.

Arrependimento antes de avivamento

Todas as bênçãos que Deus quer derramar para nós vêm através deste funil de arrependimento; arrependimento em mim antes de avivamento em mim. Quando foi a última vez que Deus tratou com você por algum pecado? Quando foi a última vez que seus olhos se encheram de lágrimas por causa da obra incompleta de santificação em sua vida? Quando foi a última vez que Deus quebrantou seu coração por causa da lacuna entre Jesus e você? Quer avivamento? Arrependimento é o ponto de partida.

Algumas categorias de pecado

O Espírito de Deus não traz convicção sobre generalidades. O Espírito de Deus é como um cirurgião: “Isto precisa ser cortado”. Vamos começar a sondar:

A primeira categoria é orgulho, a segunda é prazer e a terceira é prioridade. Sob a categoria de orgulho: orgulho sobre sua posição. Se você quer ser apresentado, se quer ser conhecido, se quer ser reconhecido, se tem uma posição e está ansioso que os outros saibam quem você é ou o que conquistou, você tem um problema de orgulho. Orgulho é anti-Deus; onde há orgulho, Deus não está.

Logo depois vem o orgulho de prestígio – meu status. Eu preciso de aplauso, preciso de reconhecimento. Depois vem orgulho de poder. “Não preciso de posição e prestígio; tenho poder. Eu governo minha casa.” Dominar os outros, usar minha influência é orgulho. Deus é capaz de humilhar aqueles que andam em orgulho (Daniel 4).

Uma segunda categoria de pecado é prazer. Prazeres não são errados, mas desejá-los com a intensidade errada, na hora errada ou com a pessoa errada torna o prazer pecado. O primeiro na categoria de prazer é sexo: minhas necessidades, quando quero, da maneira que quero, aquilo que quero. É pecado. E, em segundo lugar, uma substância, legal ou ilegal. “Eu tenho que possuir ou conseguir isto.” A compulsão de ter algo além de Deus é pecado. Não esteja sob o domínio de nada além de Deus, seja uma pessoa, uma situação ou uma substância legal ou ilegal. Pela graça de Deus, como seguidor de Jesus, não aceito estar sob o domínio de coisa alguma. Se eu estiver, é pecado.

Em seguida vêm “coisas”. Dizemos a nós mesmos: sei que vou ser feliz quando eu tiver aquele carro, aquela casa, aquela viagem, etc. Por um lado, há pessoas que pensam que as coisas são más em si mesmas e querem fazer votos monásticos. Isso não leva à santidade. Por outro lado, há pessoas que pensam que bênção e riqueza são a mesma coisa. Precisamos de equilíbrio. Salmo 62.10 diz, “...se as vossas riquezas prosperam não ponhais nelas o coração”. Não é errado ter coisas; é errado que elas me possuam! Deus não divide o trono com ninguém. Quando penso que coisas materiais podem me dar felicidade, me satisfazer e me dar algo que só Deus pode dar, isso é idolatria. Se é idolatria, é pecado.

Em terceiro lugar, tem uma categoria geral de prioridades, o bem que não foi feito. Tiago diz que se você sabe fazer o bem e não o faz, é pecado (Tg 4.17). A primeira prioridade é com relação de não cuidar de mim mesmo. O meu corpo é templo do Espírito Santo, e não cuidar de mim – comer excessivamente, não se exercitar, trabalhar demais, não ter lazer, não ser uma pessoa equilibrada ou não viver de maneira saudável – é pecado. Preciso cuidar de mim mesmo. Quero servir a Deus por quantos dias ele me der, mas servir demais ou ter lazer demais não é honrar a Deus. Precisamos de equilíbrio.

A segunda prioridade é os outros. Deus dá valor aos relacionamentos e às pessoas. Seja amável, bondoso, perdoador. Abrigar no coração ressentimento e falta de perdão como resultado de alguém que me feriu é um câncer para a alma, e é pecado. Precisamos arrepender-nos disso. “Estou errado, Deus, não posso guardar isso contra ela. Preciso liberá-la disso”.

Guardei o melhor para o final – o maior prioridade é Deus em primeiro lugar. Deus primeiro em meu dia, Deus primeiro em minha semana, primeiro e com a maior prioridade em minha vida. “Não terás outros deuses diante de mim” (Êx 20.3).

Avivamento é apenas um sonho até que sejamos específicos e nos arrependamos de pecados específicos. Não apenas dizer: “Ó Deus, quero ser um cristão melhor”. Precisamos nos arrepender.

Marcas de arrependimento

Em 2 Coríntios 7, vemos cinco marcas de genuíno arrependimento. Uma base bíblica para identificar marcas de arrependimento é Lucas 3.8: “Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento”. Em outras palavras, embora não possa ver dentro do seu coração, quando o arrependimento existe no coração, este é o fruto que estará na árvore. Jesus disse: “Pelos seus frutos os conhecereis” (Mt 7.20). Então, podemos saber se alguém está arrependido, mas talvez não de imediato. A pessoa pode fazer a oração, dizer as palavras e derramar as lágrimas, e, com o tempo, você verá os frutos. É por isso que lemos em Atos 26.20: “...que se arrependessem e se convertessem a Deus, praticando obras dignas de arrependimento”.

A primeira marca de verdadeiro arrependimento é tristeza pelo pecado. Paulo diz em 2 Coríntios 7.9-10: “...fostes contristados segundo Deus... Porque a tristeza segundo Deus produz arrependimento para a salvação”.

A expressão mais clara sobre os sentimentos que acompanham o arrependimento em toda a Palavra de Deus é tristeza. Mas nem toda a tristeza é arrependimento. O apóstolo Paulo diz que tristeza segundo o mundo é algo como: “Estou triste por sentir-me tão mal”, “Sinto muito que fui descoberto”, “Sinto muito por ter prejudicado tanto minha imagem”, “Sinto muito porque não gostas disso, Deus”. É um “Sinto muito por mim...”, “Sinto muito por mim...” em contraste a uma verdadeira tristeza de coração pelo que fiz contra Deus.

O pecado é antes de tudo uma rejeição a Deus. O pecado diz: “Tu não tens razão sobre isso, Deus. Não vou sofrer por isso, Deus. Tu não podes satisfazer esta necessidade em mim, Deus. Eu preciso possuir isso, Deus”. Pecado é uma rejeição a Deus. Genuíno arrependimento é uma rejeição desse pensamento errado. Começa com uma tristeza santa, angústia da alma. A primeira marca de verdadeiro arrependimento é tristeza pelo pecado. Só Deus pode concedê-la.

A segunda marca é repulsa pelo pecado. Veja o versículo 11: “Porque quanto cuidado não produziu isto mesmo em vós que, segundo Deus, fostes contristados!” O verdadeiro arrependimento de coração é óbvio, é zeloso, tem pressa, diligência. “Estou farto de minha boca fofoqueira.” “Não aguento mais meu olho lascivo.” “Estou cheio desse vício debilitante.”

Note no versículo 11: “que indignação”, um sentimento de forte desconforto e oposição em que o objeto antes desejado se torna repulsivo. “Não desejo aquilo mais. Não o suporto.” Então um dos frutos do arrependimento é repulsa. É quando “nada disponhais para a carne no tocante às suas concupiscências” torna-se realidade (Rm 13.14). Só Deus pode conduzi-lo para um lugar onde você cai em si e vê o pecado pelo que realmente é.

Eu acredito, porém, que você pode cultivar um coração arrependido. Você pode buscar ao Senhor. “...arai o campo de pousio; porque é tempo de buscar ao Senhor, até que ele venha, e chova a justiça sobre vós” (Os 10.12), e: “Buscar-me-eis e me achareis quando me buscardes de todo o vosso coração” (Jr 29.13). Você pode buscar a Deus por arrependimento. Se pedir pão, ele lhe dará uma pedra? Deus não é relutante em conceder arrependimento, mas não creio que seja algo fácil de se conseguir: tristeza pelo pecado e repulsa pelo pecado. “Que cuidado... que indignação...”

A terceira característica do arrependimento é restituição a outros. Note também que em 2 Coríntios 7.11 Paulo diz: “que defesa”. É a ideia de empenhar-se para consertar as consequências do pecado. Quando você está realmente arrependido, você não vê a hora de acertar tudo com as pessoas que seu pecado feriu. Muitas pessoas na igreja dizem estar bem com Deus, mas não estão bem com aqueles que foram feridos pelo seu pecado. “Se possível, quanto depender de vós, tende paz com todos os homens” (Rm 12.18).

Que Deus nos perdoe por afirmarmos que estamos bem com ele, levantando mãos “santas” para ele, ao mesmo tempo em que ignoramos totalmente como nosso pecado afetou outros. Versículo 11 diz: “Em tudo destes prova de estardes inocentes neste assunto”. Você já fez tudo o que poderia ser exigido. Empenhou-se para ver o relacionamento restaurado.

Quando arrependimento é muito difícil

Há duas categorias de pecado em que arrependimento e restituição são muito difíceis. A primeira é oportunidade desperdiçada. Você joga fora uma oportunidade; como se arrepende disso? Uma garota teve um aborto. Como pode consertar isso? Um homem divorciou-se de modo não-bíblico. Agora sua primeira esposa já está casada com outro. Como se arrepende disso?

Um casal tinha três filhos; o marido e a mulher trabalhavam fora. Eram ricos e muito ocupados. Seus filhos tinham tudo, menos os pais. Agora, depois de adultos, os filhos não querem nada com Deus. Como se arrepende disso? É muito difícil arrepender-se de oportunidades desperdiçadas.

A segunda categoria é de prazeres consumidos. É extremamente difícil arrepender-se de um prazer consumido: uma explosão de raiva, uma bebedeira, um envolvimento homossexual, contemplação particular de pornografia, hábitos de glutonaria, uma forte compulsão, uma procura consciente, uma escolha deliberada, um prazer consumido.

“Estou dizendo que sinto muito, Deus. Acho que estou arrependido. Quero estar arrependido, mas sempre faço novamente.” Veja Esaú (Hb 12.16-17). Ele não encontrou o arrependimento, apesar de tê-lo buscado diligentemente com lágrimas. Por quê? Ele era uma pessoa profana. Vendeu seu direito de primogênito por um prato de comida. Pecou contra a verdade, e isso ao ponto de não se importar mais.

Você pergunta: “Pode ser tarde demais para uma pessoa?” Sim. O Espírito de Deus não contenderá para sempre com todos os homens (Gn 6.3). “É tarde demais para mim?” Se você ainda se importa, então não é. Esaú não conseguia mais se importar. Só se importava consigo mesmo. Às vezes a restituição é muito difícil. Como se faz restituição por uma oportunidade perdida? Como se faz restituição por um prazer consumido? É por isso que o pecado é tão sério.

Graças a Deus, há boas novas também. Um quarto sinal de verdadeiro arrependimento é renovação para com Deus. Paulo diz em 2 Coríntios 7.11, “...que temor”. Temor é a atitude do coração que busca um relacionamento correto com aquele a quem se teme. “O temor do Senhor é o princípio da sabedoria” (Sl 111.10). Quando você vive em um estado de não arrependimento, você não teme a Deus. Você faz o que quer. Mas quando se arrepende, você tem esse temor em sua vida, temor de estar em um relacionamento errado com Deus, de perder seu favor, de fazer algo para descrédito de seu nome, ou de perder sua bênção. É doloroso lidar com desapontamento e injustiça, mas eu preferiria sofrer a injustiça do que exercer a vingança por mim mesmo, porque temo a Deus.

Paulo diz “que temor, que saudades, que zelo”. Isso é avivamento, renovação! E veio do arrependimento. Zelo é uma paixão central pelas coisas do Senhor, um renovado interesse após um período de indiferença ou declínio, é experimentar e desfrutar mais de Deus em minha vida. É ser renovado para com Deus!

A característica final de arrependimento genuíno é prosseguir adiante, não olhar para trás. Note o que diz em 2 Coríntios 7.9: “...de nossa parte, nenhum dano sofrêsseis”. Paulo está dizendo que não estava desperdiçando o tempo deles. Não estava falando de algum ponto trivial que não tem a ver com o melhor de Deus para suas vidas. Pelo contrário, se você levar a sério esse processo de arrependimento, sua vida alcançará níveis mais altos.

E depois note no versículo 10: “Porque a tristeza segundo Deus produz arrependimento para a salvação, que a ninguém traz pesar”. Se a tristeza segundo Deus produz arrependimento sem pesar, o que a tristeza segundo o mundo produz? Pesar. Você sabe que seu arrependimento não é genuíno se está se perguntando: “Por que sou assim?”. Arrependimento é não pensar mais sobre o passado. Arrependimento é uma experiência que muda a vida. Arrependimento é “que Deus me ajude pelo resto de minha vida. Vai ser diferente agora e nada irá me impedir”.

Até que ponto você está levando a santidade a sério? Não faça provisão para a carne. Nenhuma! O fato mais impressionante sobre o arrependimento é que ele produz tristeza genuína. Tristeza do mundo produz lamento e pesar. Tristeza genuína, segundo Deus é olhar para frente para aquilo que a partir de agora serei. “Eu posso ser diferente, posso ser mudado, posso ser renovado – se eu me arrepender...”

Tratando com pecados específicos

Senhor, sonda-me. Será que sou culpado de ira... ansiedade... contenda... vícios... intolerância... amargura... pretensão... dissensão... vaidade... desejo de dominar... excesso de emotividade... temor da opinião de outros... cobiça... língua crítica... engano... depressão... insensibilidade aos outros... dependência de drogas... alcoolismo... inveja... falsa modéstia... medo... sentimento de rejeição... sentimento de incapacidade... sentimento de inferioridade... glutonaria... ganância... falsa culpa... ódio... hostilidade... luxúria homossexual... idolatria... impaciência... impulsividade... pensamentos impuros... indiferença com outros... insegurança... intemperança... ciúme... preguiça... isolamento dos outros... desejos carnais por prazer... materialismo... negativismo... envolvimento em ocultismo... teimosia... hipersensibilidade a outros... passividade... preconceito... profanidade... transferência de culpa... disposição a fofoca... rebeldia a autoridade... ressentimento... inquietação... tristeza prolongada (inconsolável)... egocentrismo... autoindulgência... autojustificação... autopiedade... autoconfiança... justiça própria... autossuficiência... sensualidade... luxúria... falta de perdão... inflexibilidade... pavio curto... falta de amor... soberba... omissão... excesso de trabalho?

Convido você a pensar sobre esses pecados específicos. Senhor, queime o nosso coração sobre essas coisas. Sou culpado? Sou assim? Deus, tu podes quebrantar meu coração com relação a isso? Podes dar-me fé para acreditar que honras o arrependimento genuíno a ponto de transformar-me? Posso quebrar o ciclo de pecar, confessar, pecar, confessar – que me prendeu por tanto tempo? Podes por teu Espírito remover por completo as racionalizações que me mantiveram amarrado neste lugar? Perdoa-me, Senhor, por ter me comparado com outros quando só tu és o padrão. Santo, santo, santo é o Senhor dos Exércitos! Toda a terra está cheia da tua glória!

James MacDonald é pastor da Harvest Bible Chapel, Rolling Meadows, Illinois, EUA.

Para não pecar contra ti.

De todo meu coração te busquei (Sl 119.10-12).

Eis aqui o objetivo almejado. Como disse alguém corretamente: Aqui está a coisa mais preciosa - tua palavra; oculta no melhor lugar - em meu coração; com o melhor dos propósitos -para não pecar contra ti. Isso foi feito pelo salmista com cuidado pessoal, como alguém que oculta cuidadosa­mente seu dinheiro quando receia a presença de ladrões; neste caso, o temível ladrão era o pecado. "Pecar contra Deus" é o con­ceito cristão de mal moral; as demais pessoas só se preocupam quando ofendem seus semelhantes.

A palavra de Deus é o melhor preventivo para a ofensa contra Deus, pois ela expressa sua mente e vontade e se propõe a levar nosso espírito a conformar-se com o divino Espírito. Nenhuma cura para o pecado na vida se compara a palavra na sede da vida, que é o coração.

Obtém-se uma agradável variedade de significado pondo a ênfase nas palavras 'tua' e 'ti'. Ele fala a Deus, ama a palavra por­que ela é a palavra de Deus e odeia o pecado porque ele é pecado contra o próprio Deus.

Se porventura aborrece alguém, sua con­clusão é que com isso ele ofendeu a Deus. Se não provocamos o desprazer de Deus é porque entesouramos sua própria palavra.

E também digno de nota o modo pessoal como alguém temen­te a Deus faz isso: "De todo meu coração te busquei." Seja o que for que outros escolham fazer, ele já fez sua escolha e já colocou a Palavra nos recessos mais íntimos de sua alma como seu mais de­sejável deleite; e se porventura outros preferem transgredir, seu alvo é seguir após a santidade: "Para eu não pecar contra ti." Isso não era o que se propusera fazer, mas o que já havia feito.

Muitos são ostensivos em prometer; o salmista, porém, fora autêntico em concretizar; por isso esperava ver um resultado seguro. Quando a Palavra está escondida no coração, a vida estará resguardada do pecado.
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sábado, 9 de janeiro de 2010

POR QUE ORAR!

A Oração

A oração é uma das mais importantes actividades cristãs. Com a oração constante, praticamos caminhar bem juntos ao Senhor, o que é fundamental para o nosso êxito nos outros aspectos da nossa vida cristã. A oração também nos garante a vitória na luta contra o Maligno porque, com fé, nos entregamos ao cuidado e protecção do grande Conquistador, Jesus Cristo. O Doutor Andrew Murray disse: "Tenho a certeza que nunca compreenderemos totalmente o que a oração deve ser, enquanto a olharmos principalmente como o meio de manter as nossas próprias vidas cristãs. Se aprendermos a vê-la como a parte mais importante do trabalho que nos foi confiado, e como a pedra fundamental e vigôr de todo o nosso trabalho, então compreenderemos que nada mais há a estudar e praticar, além da arte de orar correctamente."

O pedido dos discípulos foi: "Senhor, ensina-nos a orar" (Lucas11:1). A arte da verdadeira oração e intercessão apenas pode ser aprendida no exemplo do Grande Intercessor Jesus Cristo. É uma escola de ensino, em que também devemos crescer em graça e sabedoria. Embora a oração seja tão simples na sua forma básica, que até a mais pequena criança pode orar, ela é também a mais elevada forma de dedicação e serviço divino para que os seres humanos são chamados.

O trabalho sacerdotal

Como sacerdócio santo, devemos compreender o que é interceder com perseverança junto do trono da graça pela salvação das almas (Lucas 18:1). O sacerdote vive apenas para a glória de Deus e salvação de almas. As suas orações não focam os seus interêsses pessoais. Nesta conformidade, devemos aprender com o nosso Sumo Sacerdote: Da mesma maneira que Cristo Se sacrificou por nós, assim nós devemos sacrificar-nos em oração no interêsse dos outros.

O Espírito Santo e a oração

A orientação na oração, vem do Espírito Santo (Romanos 8:26). Devemos submeter-nos contìnuamente à direcção do Espírito Santo para Êle controlar os nossos pensamentos, orações e toda a nossa vida. Se o não fizermos, não seremos capazes de orar aquela oração eficiente e fervorosa do homem recto, que vale muito (Tiago 5:16).

Clareza nos nossos pedidos ao orarmos

Na oração, os nossos pedidos devem ser específicos e claros. O Senhor Jesus pergunta: "Que quereis que faça por vós?" (Marcos 10:36). As nossas orações não devem ser vagas e sem finalidade. Não devemos apenas fazer orações gerais, como pedir o perdão dos nossos pecados, mas sim mencionar os nossos pecados e faltas pelos seus nomes (1 João 1:9). No nosso labor de interceder pelos outros, devemos também evitar as orações pouco claras para a salvação de almas, e os pedidos da bênção de Deus para toda a gente na terra. Êste tipo de oração não é dirigido a um específico país, comunidade, família, individuo ou problema, e daí resulta que não poderemos saber onde procurar resposta aos nossos pedidos.

A oração pessoal

Todo o Cristão deve manter um relacionamento pessoal de oração com o Senhor Jesus. Procurai arranjar tempo e um lugar onde possais falar a sós com o Senhor (Mateus 6:6). A oração pessoal é uma fonte secreta de poder nas nossas vidas. Quando a praticamos contìnuamente, o Senhor Jesus abençoar-nos-á em público. Quando estamos com outros e temos de enfrentar tentações e ataques pelos adversários, Êle fortalece-nos espiritualmente, dando-nos a vitória em Seu nome. E então, os nossos amigos, membros de família e colegas percebem que possuimos um nível de auto-domínio, calma, confiança, determinação, sinceridade e firmeza de princípios, que podem vir apenas do Senhor.

A oração em grupo

Há uma bênção especial para as reuniões de oração (Mateus 18:19-20). Um filho de Deus não só necessita da oração secreta, mas também da oração pública com outros crentes. O mesmo Espírito junta-nos como membros do mesmo corpo, e por essa razão devemos funcionar juntos como grupo, e juntos trabalhar para a realização de objectivos comuns. Na Escritura citada acima, torna-se óbvio que devemos estar de acôrdo a respeito de um assunto específico. Devemos descobrir o valor da oração em grupo e praticá-la, tendo em consideração que cada pessoa deve concordar no seu coração, quando outro membro do grupo louva o Senhor e Lhe dirige pedidos. Portanto, uma reunião para oração não consta em si, de um agregado de oradores individuais, mas sim da participação de cada um em todas as orações dirigidas ao Senhor.

A certeza da resposta às orações

É o próprio Senhor Jesus quem garante as orações dirigidas em Seu Nome (João 14:13; veja João 16:23; Mateus 7:7-8; Marcos 11:24). As promesas bíblicas relativamente à resposta às nossas orações são condicionais, e é no interêsse de cada um de nós estudá-las e obedecer-lhes: Os pedidos na oração devem ter por fim a glorificação do Pai (João 14:13: Mateus 6:9-10). E devem estar de acôrdo com a Sua vontade (1 João 5:14; Romanos 8:27). As nossas vidas e desejos devem estar centradas em Cristo, e as Suas palavras nos nossos corações, de forma a podermos evitar motivações egoístas (João 15:7; Tiago 4:3). A oração deve ter por fim uma vida de pureza e de serviço produtivo no Senhor (1 Tessalonicenses 4:3-7; João 15:16). Uma vida santa é condição para vermos as nossas orações respondidas (1 João 3:22). Temos de no coração perdoar os outros, quando pedimos ao Pai o perdão dos nossos pecados (Marcos 11:25-26). Um coração que não perdoa e o ressentimento, prejudicarão a resposta às nossas orações. E devemos também orar com fé, nada duvidando (Hebreus 11:6; Tiago 1:6-8).

Temas para a oração

O que segue são indicações de temas para a oração:

Louvor – Louvar ao Senhor pela Sua grandeza, bondade e compaixão. Louvar o Seu Nome e reverenciá-l'O. Usar versos dos Salmos para êsse fim, por exemplo Salmo 103.

Agradecimento – Dar graças a Deus sinceramente, por tudo quanto Êle fez para a salvação da humanidade caída e também pela nossa salvação pessoal. Exprimir-Lhe a nossa gratidão por todas as promessas maravlhosas contidas na Sua Palavra. Êle prometeu nunca nos deixar ou abandonar, suprir todas as nossas necessidades de acôrdo com a riqueza da Sua graça, e estar sempre conosco, mesmo até ao fim dos séculos.

As necessidades dos santos – Orar pela provisão das necessidades dos santos (Efésios 6:18), pela sua protecção contra os ataques de Satanás, que o Senhor lhes abra portas no ministério da Sua Palavra e também lhes dê ousadia na proclamação do mistério do evangelho a um mundo perdido (Efésios 6:19).

As nossas necessidades pessoais – Dizer so Senhor das nossas necessidades por meio da oração e da súplica, com agradecimento pela Sua resposta (Efésios 4:6). Se tivermos pecado, confessar o pecado ao Senhor (Salmo 51:3-17).

Pela salvação de almas – A salvação dos pecadores é a grande finalidade da vinda do Senhor ao mundo (Lucas 19:10), e nós devemos orar instantemente pela sua realização. Oremos também para que o Senhor envie trabalhadores para a Sua colheita (Mateus 9:37-38).

Santificação e reavivamento – A santificação é a vontade de Deus para todos os Seus filhos (1 Tessalonicenses 4:3; 1 Pedro 1:14-16). Orar por uma vida santa e vitoriosa e também por reavivamento nas congregações e igrejas apóstatas (Apocalipse 2:4-5).

Cura das nossas doenças – O Senhor Jesus também deseja curar os nossos males físicos (Tiago 5:14). E nós vivemos num mundo alquebrado e a morrer, em que os Cristãos também adoecem e sofrem aflições, sem que tal facto esteja sempre relacionado com pecado. Em alguns casos as pessoas são curadas (Actos 28:9) e noutros não (2 Coríntios 12:7-10; 2 Timóteo 4:20). O Senhor pode curar pessoas directamente, mas muitas vezes utiliza a ciência médica para êsse fim. Devemos contentar-nos com a nossa condição, depois de termos orado por ela. Algumas pessoas que não foram curadas continuam a ser poderosas testemunhas do Senhor.

Poder para vencer nas batalhas espirituais – Orar pelas nossas batalhas contra a carne, o mundo, o Diabo e o pecado (Mateus 6:13; 26:41; Tiago 4:7).

Pelo govêrno – Orar pela salvação dos chefes do nosso govêrno e seus subordinados (1 Timóteo 2:1-4). Nesta Escritura torna-se evidente que não precisamos orar por bênçãos sôbre um govêrno sem Deus, mas sim pela salvação das suas almas e que os governantes não criem situações insustentáveis aos seus súbditos. O Senhor pode transformar o mau conselho de qualquer governante, levando-o a tomar decisões que estejam de harmonia com a Sua vontade e com as orações dos Seus filhos (Provérbios 21:1).

A salvação de Israel e a paz de Jerusalém – Orar pela restauração física e espiritual de Israel (Ezequiel 36;22-25). Devemos orar também pela paz de Jerusalém, porque os ataques do inimigo são dirigidos especialmente a esta cidade (Salmo 122:6, veja-se Isaías 62:6-7).

Chuva e bênçãos materiais – Deus manda a chuva (Jeremias 14:22) e também a retira, se um povo cai no pecado e na rebelião (Jeremias 3:2-3). Quando se suplica por chuva, tal pedido deve ser acompanhado de arrepentimento pessoal, da congregação e nacional.

A segunda vinda e o milénio – A oração e desejo de todo o crente, deve ser para que Jesus Cristo venha de novo em breve, para revelar e estabelecer na terra o Seu govêrno de justiça (Mateus 6:10; Actos 15:16-17; Apocalipse 11:15). Jerusalém será então a capital do Mundo e Satanás será amarrado (Isaías 2:2-4; Jeremias 3:17; Zacaria 8:20-22; Apocalipse 20:2-4).

Aviso contra orações falsas

Somos avisados contra as falsas orações, que são feitas com o propósito errado do prazer e de nos enriquecer (Tiago 4:3), e contra as orações pagãs de contínua repetição de palavras (Mateus 6:7). A meditação e o uso de mantras são também uma forma pagã de oração, que não deve ser praticada. Estas “orações silenciosas” são chamadas “orações contemplativas”.

Compromisso pessoal

Louvado seja Deus, que não temos de O servir e adorar através da mediação e sacerdotes, mas que cada um de nós se pode aproximar do trono da graça em oração. Sinto-me cheio de alegria por êste novo e vivo caminho que o Senhor Jesus consagrou para mim com a Sua morte na cruz através do véu aberto (Hebreus 10:19-20). Prometo aproximar-me d'Êle desta maneira, mencionando os meus pedidos e desejos em frente ao trono do Senhor e dirigir-Lhe a gratidão e louvor do meu coração. Agradeço-Lhe o previlégio de poder orar com toda a súplica no Espírito (Efésios 6:18), e por Êle ser presença muito real de auxílio nas horas difíceis (Salmo 46:1; 65:2). Êle convida todos quantos labutam e estão sobrecarregados, a vir até Si (Mateus 11:28) para a resposta às suas orações, para descanso n' Êle, e também para obter graça e poder para lutar a boa luta da fé (1 Timóteo 6:12).

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

O Mito do Papai Noel Versus A Realidade de Jesus Cristo!

Jesus e o Papai Noel...

Papai Noel mora no Polo Norte...
Jesus, em todo lugar.

Papai Noel anda num trenó...
Jesus voa no vento e anda sobre as águas.

Papai Noel vem somente uma vez ao ano.
Jesus está sempre presente.

Papai Noel enche nossas meias com presentes...
Jesus supre todas as nossas necessidades.

Papai Noel desce pela chaminé sem ser convidado...
Jesus fica na nossa porta, bate e entra em nosso coração.

Nós temos que esperar numa fila para ver Papai Noel...
Jesus já está próximo quando se menciona Seu nome.

Papai Noel nos deixa sentar no seu colo...
Jesus nos deixa descansar em Seus braços.

Papai Noel não sabe nosso nome,
tudo o que ele pode dizer é:
"Olá garotinho ou garotinha, qual é o seu nome"?...
Jesus sabia nosso nome antes mesmo de nós o sabermos.
Ele sabe não só o nosso nome,
Ele conhece nossa história e futuro e ainda
Conhece nosso coração e
quantos fios de cabelo temos em nossa cabeça.

Papai Noel tem uma barriga que balança como gelatina...
Jesus tem um coração cheio de amor, graças,
misericórdia e perdão.

Tudo que Papai Noel pode oferecer é:"HO, HO, HO"...
Jesus diz: "Deixe que eu resolvo seus problemas".

Os ajudantes de Papai Noel fazem brinquedos...
Jesus faz vida nova, consola nosso coração aflito,
repara lares destruídos e constrói esperanças.

Papai Noel pode fazer-nos um agrado mas...
Jesus nos dá alegria com Sua força.

Enquanto Papai Noel coloca presentes sob nossa árvore...
Jesus tornou-se nosso presente e
morreu na cruz por todos nós.

É claro que não há comparações.
Nós devemos lembrar "Quem é" o Natal, na verdade.

Devemos recolocar Cristo no Natal,
Jesus ainda é a razão da comemoração.

Jesus é o melhor,
Ele é melhor até mesmo que o Papai Noel.

...

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

O que fazer quando parece que Deus se cala!

Há momentos que Deus se cala e não ouço a sua voz, A minh'alma grita forte, e o mal me destrói. Há momentos que Deus se cala, tenho aprendido assim, Às vezes ando neste vale, sem saber prá onde ir, Sem saber prá onde ir, para frente devo andar, No silêncio aprendi que ele está a me moldar. Faz de mim um vaso novo, pois quebrado eu já fui, Quando está me recompondo,ouço a voz de Jesus, No silêncio do sepulcro, foi no inferno prá salvar, Mas o mundo não sabia que ele estava a trabalhar, Quando Deus se cala, tenha fé ó meu irmão, Ele tarda, mas não falha, Ele vem com a solução!


Em alguns momentos em nossas vidas, existem dias que necessitamos ouvir a voz do Senhor nosso Deus, (maravilhoso seja que nós a ouçamos todos os dias).

Porém alguns momentos são específicos e cruciais. Quando tudo e todos os nossos irmãos parecem estar sendo abençoados pelo Pai, e nos encontramos em um cantinho, sentindo-nos esquecidos e abandonados por todos e por Deus. Nesse momento, o que podemos fazer?

Por várias vezes me senti desta forma, parece que me esqueci de tudo o que o Pai já fez por mim e o quanto sou amado pelo Senhor. Parece que todos os momentos de consolo, conforto e amor por Ele dispensados a mim não estavam mais presentes em meu coração. Quando entramos nesse turbilhão de conflitos, pensamentos e dúvidas desconfiamos até do amor de Deus por nós.

(Mateus 27:46) - E perto da hora nona exclamou Jesus em alta voz, dizendo: Eli, Eli, lamá sabactâni; isto é, Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?

Senti um pouco do sofrimento e da dor do Senhor; na verdade algumas horas em que eu medito as lágrimas prendem minha garganta, peço perdão pelos desajustes… Vejo que me uno tantas vezes ao Senhor neste sentimento de abandono nas tristezas, humilhações, decepções e frustrações. Como é fácil eu pensar que Deus me deixou nesses momentos! Jesus sofreu o abandono para que nunca nos sentíssemos abandonados por Ele.

Mas a bondade de Deus é tão grande que em qualquer momento e situação Ele está nos olhando e usa os meios mais incríveis e interessantes para falar conosco, são meios simples, que se você não prestar atenção, não ouvirá a voz doce e suave do Senhor.

Um dia destes eu estava muito abatido, me sentindo só e abandonado, o dia não estava me auxiliando, as dificuldades superavam tudo, a tristeza estava tomando conta de minha alma e meu coração parece que iria parar de tanta dor.

Então entrei no meu quarto e orei a Deus: Senhor! Nesse momento daria qualquer coisa por apenas um abraço seu meu Pai, para esconder-me em teus braços e esquecer, toda esta situação! Liguei meu micro e acessei ao MSN, naquele momento uma amiga me encontrou e me falou coisas que me confortaram muito e, do nada, disse-me que queria dar-me um forte abraço justamente o que eu necessitava e havia pedido ao Pai. (valeu amiga Kátia, talvez você nem saiba, mas você foi usada por Deus em minha vida).

Aprendi com o acontecido que, Deus não vai enviar seu filho ao mundo novamente, fazê-lo nascer e viver aqui para passar por tudo o que já passou e dar-me as vitórias e o amor que preciso, mas Deus usa os seus filhos que já estão aqui para realizar a sua vontade soberana.

Estamos nesse mundo, mas fazemos parte de um plano maior, estamos aqui só de passagem como peregrinos em uma terra distante.

Portanto, não há porque desesperar-nos e dizer que Deus não nos ama mais; por um motivo de dor ou desespero seja qual for a sua dor, Deus desistiu de você. Deus te ama, ele te quer bem, quer ouvi-lo? Leia a sua palavra sagrada! Cante louvores! Ore! Converse com os filhos ungidos de Deus e você ouvirá a voz do Pai Celestial em tu favor.

Em outra ocasião, quase entrei em crise e desesperei-me com os mesmos sintomas de tristeza e necessidade de ouvir especificamente a voz de Deus, Li sua palavra, ouvi louvores, lutei procurando me libertar daquela dor; e Ele falava-me claramente em minha mente, através das letras de músicas:

“Seja qual for o teu problema, amigo eu te convido a adorar comigo!

Porque toda vez que um louvor. Alcança o trono do Senhor.

Um terremoto vem anunciar. Que sempre vale a pena adorar.

A prisão não é eterna, vai passar. E quem crê jamais desiste de cantar.

Porque toda vez que uma canção. É transformada em oração.

Um terremoto vem anunciar que sempre vale a pena adorar!


Um terremoto vai acontecer aqui e as cadeias que me cercam vão cair.

Quando não há o que fazer e é muito forte a minha dor.

Levanto as mãos pro céu e louvo ao senhor. À meia noite cantarei uma canção.

Tão alto que os prisioneiros ouvirão.

Um terremoto vai acontecer e o inimigo vai ceder.

Porque não há cadeias onde há adoração.”


Ouvi a Eyshila louvando nesta canção maravilhosa, mas eu estava tão tristonho que não tinha forças nem para louvar e cantar um cântico sequer.


(Tiago 5.13) - Está alguém entre vós aflito? Ore. Está alguém contente? Cante louvores. A Bíblia diz que quem está triste ore, e quem está alegre, cante louvores. E eu estava com o coração em pedaços. E outro hino veio a minha mente como uma oração que eu desejava fazer a Deus então disse eu; farei como o salmista Davi, me humilharei seu nome gritarei eu o louvarei:

“Deus! Olha pra mim que eu farei o que for preciso, para te ver, pois não posso deixar que sigas sem me perceber, não importa a multidão, só eu sei o que eu preciso e eu preciso do teu olhar…”

Eu precisava de uma palavra amiga, qualquer pessoa, poderia até ser por telefone, através da internet, torpedo ou que viesse alguém em minha casa, sei lá era muito urgente para mim!

Mas para Deus as coisas são bem mais simples. E Ele usou um amigo distante, e novamente por seus próprios meios, usou alguém para vir até mim e responder tudo o que eu tinha questionado a Deus em secreto, não tinha como meu amigo saber das angustias e questionamentos do meu coração, ele também, mais uma vez foi usado por Deus, sem o saber (muito obrigado Pr. Adriano por deixar Deus te usar).

Que coisa linda, é ouvir Deus falar, pela boca de alguém que você é amado (a) dEle, precioso (a) para Ele e insubstituível em seu reino. Não há riqueza no mundo que pague essa experiência maravilhosa.

“Sei que os Teus olhos, sempre atentos permanecem em mim e os teus ouvidos estão sensíveis para ouvir meu clamor. Posso até chorar, mas a alegria vem de manhã, és Deus de perto e não de longe, nunca mudaste, Tú és fiel. Deus de aliança, Deus de Promessas, Deus que não é homem pra mentir. Tudo pode passar, tudo pode mudar, mas Tua palavra vai se cumprir. Posso enfrentar o que for, eu sei quem luta por mim, seus planos não podem ser frustrados, minha esperança está, nas mãos do grande Eu Sou, meus olhos vão ver o impossível acontecer…”

Tem coisa mais maravilhosa do que ter a certeza que Deus não é homem para mentir? Que tudo o que Ele prometeu para sua vida vai se cumprir? Saber que Ele te ama, mesmo que pareça que você está sozinho (a)? Saber que Cristo contempla tua dor, e Ele te olha melhor? Que seus olhos, sempre atentos, permanecem em você?

Deus te ama, assim como você é. Escrevi estas palavras com lágrimas nos olhos, porque vivi cada uma dessas experiências e foi maravilhoso ter o consolo de Deus em minha vida. Que essas humildes palavras possam tocar profundamente sua vida e fazer você perceber que não está sozinho, porque tem um Deus a te observar 24 horas, todos os dias, que tem um Deus que nunca dorme, e vigia suas noites tranqüilas de sono, cuida de você no seu dia-a-dia, nas conquistas em seu trabalho, tem certeza que foram por seu próprio esforço? Será que não teve um dedinho de Deus?

Pare agora em um pequeno momento para fazer esta oração comigo!

(Pois eu também preciso!)

Senhor, meu Deus! Muitas vezes em minha vida sinto-me sozinho e desamparado, porque esqueço-me ou não quero lembrar-me de tudo o que tens feito para mim. Hoje te peço perdão pelas vezes que te deixei de lado e não ouvi a sua voz. “Deus! Não desista de mim, peço forças pra continuar até o fim. Eu quero lutar para estar de pé… Porque se estiveres ao meu lado, serei mais que um vencedor! Se Tu me abandonares, serei como uma folha seca ao vento, sem destino, sem rumo. Mas sei que o teu amor supera todos os meus defeitos, falhas e fraquezas. Deixe-me ser teu filho, proteja-me debaixo de suas poderosas asas, ali estarei escondido de todo mal. Te amo Senhor!

Gilson um homem que deseja muito a graça de Deus...

Obrigado Senhor!

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sábado, 5 de dezembro de 2009

(Provérbios 4: 20 - 22)

- Filho meu, atenta para as minhas palavras; às minhas razões inclina o teu ouvido.

- Não as deixes apartar-se dos teus olhos; guarda-as no íntimo do teu coração.

- Porque são vida para os que as acham, e saúde para todo o seu corpo.

I Tessalonicenses 5

(I Tessalonicenses 5:1) - MAS, irmãos, acerca dos tempos e das estações, não necessitais de que se vos escreva;
(I Tessalonicenses 5:2) - Porque vós mesmos sabeis muito bem que o dia do Senhor virá como o ladrão de noite;
(I Tessalonicenses 5:3) - Pois que, quando disserem: Há paz e segurança, então lhes sobrevirá repentina destruição, como as dores de parto àquela que está grávida, e de modo nenhum escaparão.
(I Tessalonicenses 5:4) - Mas vós, irmãos, já não estais em trevas, para que aquele dia vos surpreenda como um ladrão;
(I Tessalonicenses 5:5) - Porque todos vós sois filhos da luz e filhos do dia; nós não somos da noite nem das trevas.
(I Tessalonicenses 5:6) - Não durmamos, pois, como os demais, mas vigiemos, e sejamos sóbrios;
(I Tessalonicenses 5:7) - Porque os que dormem, dormem de noite, e os que se embebedam, embebedam-se de noite.
(I Tessalonicenses 5:8) - Mas nós, que somos do dia, sejamos sóbrios, vestindo-nos da couraça da fé e do amor, e tendo por capacete a esperança da salvação;
(I Tessalonicenses 5:9) - Porque Deus não nos destinou para a ira, mas para a aquisição da salvação, por nosso Senhor Jesus Cristo,
(I Tessalonicenses 5:10) - Que morreu por nós, para que, quer vigiemos, quer durmamos, vivamos juntamente com ele.
(I Tessalonicenses 5:11) - Por isso exortai-vos uns aos outros, e edificai-vos uns aos outros, como também o fazeis.
(I Tessalonicenses 5:12) - E rogamo-vos, irmãos, que reconheçais os que trabalham entre vós e que presidem sobre vós no Senhor, e vos admoestam;
(I Tessalonicenses 5:13) - E que os tenhais em grande estima e amor, por causa da sua obra. Tende paz entre vós.
(I Tessalonicenses 5:14) - Rogamo-vos, também, irmãos, que admoesteis os desordeiros, consoleis os de pouco ânimo, sustenteis os fracos, e sejais pacientes para com todos.
(I Tessalonicenses 5:15) - Vede que ninguém dê a outrem mal por mal, mas segui sempre o bem, tanto uns para com os outros, como para com todos.
(I Tessalonicenses 5:16) - Regozijai-vos sempre.
(I Tessalonicenses 5:17) - Orai sem cessar.
(I Tessalonicenses 5:18) - Em tudo dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco.
(I Tessalonicenses 5:19) - Não extingais o Espírito.
(I Tessalonicenses 5:20) - Não desprezeis as profecias.
(I Tessalonicenses 5:21) - Examinai tudo. Retende o bem.
(I Tessalonicenses 5:22) - Abstende-vos de toda a aparência do mal.
(I Tessalonicenses 5:23) - E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo, sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso SENHOR Jesus Cristo.
(I Tessalonicenses 5:24) - Fiel é o que vos chama, o qual também o fará.
(I Tessalonicenses 5:25) - Irmãos, orai por nós.
(I Tessalonicenses 5:26) - Saudai a todos os irmãos com ósculo santo.
(I Tessalonicenses 5:27) - Pelo Senhor vos conjuro que esta epístola seja lida a todos os santos irmãos.
(I Tessalonicenses 5:28) - A graça de nosso Senhor Jesus Cristo seja convosco.
Amém.
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quinta-feira, 19 de novembro de 2009

JÓ CAPÍTULO 6

1 ENTÃO Jó respondeu, dizendo:
2 Oh! se a minha mágoa retamente se pesasse, e a minha miséria juntamente se pusesse numa balança!
3 Porque, na verdade, mais pesada seria, do que a areia dos mares; por isso é que as minhas palavras têm sido engolidas.
4 Porque as flechas do Todo-Poderoso estão em mim, cujo ardente veneno suga o meu espírito; os terrores de Deus se armam contra mim.
5 Porventura zurrará o jumento montês junto à relva? Ou mugirá o boi junto ao seu pasto?
6 Ou comer-se-á sem sal o que é insípido? Ou haverá gosto na clara do ovo?
7 A minha alma recusa tocá-las, pois são para mim como comida repugnante.
8 Quem dera que se cumprisse o meu desejo, e que Deus me desse o que espero!
9 E que Deus quisesse quebrantar-me, e soltasse a sua mão, e me acabasse!
10 Isto ainda seria a minha consolação, e me refrigeraria no meu tormento, não me poupando ele; porque não ocultei as palavras do Santo.
11 Qual é a minha força, para que eu espere? Ou qual é o meu fim, para que tenha ainda paciência?
12 É porventura a minha força a força da pedra? Ou é de cobre a minha carne?
13 Está em mim a minha ajuda? Ou desamparou-me a verdadeira sabedoria?
14 Ao que está aflito devia o amigo mostrar compaixão, ainda ao que deixasse o temor do Todo-Poderoso.
15 Meus irmãos aleivosamente me trataram, como um ribeiro, como a torrente dos ribeiros que passam,
16 Que estão encobertos com a geada, e neles se esconde a neve,
17 No tempo em que se derretem com o calor, se desfazem, e em se aquentando, desaparecem do seu lugar.
18 Desviam-se as veredas dos seus caminhos; sobem ao vácuo, e perecem.
19 Os caminhantes de Tema os vêem; os passageiros de Sabá esperam por eles.
20 Ficam envergonhados, por terem confiado e, chegando ali, se confundem.
21 Agora sois semelhantes a eles; vistes o terror, e temestes.
22 Acaso disse eu: Dai-me ou oferecei-me presentes de vossos bens?
23 Ou livrai-me das mãos do opressor? Ou redimi-me das mãos dos tiranos?
24 Ensinai-me, e eu me calarei; e fazei-me entender em que errei.
25 Oh! quão fortes são as palavras da boa razão! Mas que é o que censura a vossa argüição?
26 Porventura buscareis palavras para me repreenderdes, visto que as razões do desesperado são como vento?
27 Mas antes lançais sortes sobre o órfão; e cavais uma cova para o amigo.
28 Agora, pois, se sois servidos, olhai para mim; e vede se minto em vossa presença.
29 Voltai, pois, não haja iniqüidade; tornai-vos, digo, que ainda a minha justiça aparecerá nisso.
30 Há porventura iniqüidade na minha língua? Ou não poderia o meu paladar distinguir coisas iníquas?
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terça-feira, 17 de novembro de 2009

Atitudes cristãs que não podem ser praticadas..

Não é engraçado como R$ 10,00 parece muito quando o levamos à igreja e tão pouco quando vamos ao shopping?

Não é engraçado como uma hora é tão longa quando servimos a Deus, mas tão curta quando estamos no computador!

Não é engraçado como não achamos as palavras quando oramos, mas elas estão sempre na ponta da língua para conversarmos com um amigo?

Não é engraçado sentirmos tanto sono ao ler um capítulo da Bíblia mas é fácil ler 100 páginas do último romance de sucesso?

Não é engraçado como queremos sempre as cadeiras da frente no teatro ou num show, mas sempre sentamos no fundo da igreja?

Não é engraçado como precisamos de 2 ou 3 semanas de antecedência para agendar um compromisso na igreja, mas para outros programas estamos sempre disponíveis?

Não é engraçado como temos dificuldade de aprender a evangelizar e como é fácil aprender e contar a última fofoca?

Não engraçado como acreditamos nos jornais, mas questionamos a Bíblia? Não é engraçado como todo mundo quer ser salvo desde que não tenha que acreditar, dizer ou fazer nada ?

Não é engraçado como mandamos milhares de piadas pelo e-mail que se espalham como um incêndio, mas quando recebemos mensagens sobre DEUS não reenviamos para ninguém?

NÃO É ENGRAÇADO? Você está pensando?

Não é engraçado como R$ 10,00 parece muito quando o levamos à igreja e tão pouco quando vamos ao shopping?

Não é engraçado como uma hora é tão longa quando servimos a Deus, mas tão curta quando estamos no computador!

Não é engraçado que quando você for repassar esta mensagem você vai excluir um monte de gente que você acha que não acredita em nada?

Não é engraçado?

Não, não é engraçado, é triste PRECISAMOS TER MAIS INTIMIDADE COM DEUS!!!!

Um Desafio Para Você!

Sim, eu amo Deus. Ele é a fonte de minha existência, é meu Salvador. Ele me sustenta a cada dia. Sem Ele eu não sou nada, mas com Ele eu posso todas as coisas através de Jesus Cristo, que me fortalece. (Filipenses 4:13)
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