terça-feira, 11 de outubro de 2011

AINDA QUE...


“Ainda que eu tenha... TODO o conhecimento, e tenha uma fé capaz de mover montanhas, se não tiver AMOR... NADA disso me valerá...” (I Coríntios 13.2-3).

*O AMOR ABRE PORTAS; ACREDITE NESTA LEI... A LEI DO AMOR! G.M.A.


terça-feira, 4 de outubro de 2011

Detran volta a alertar sobre falsa mensagem apresentando novas regras para renovar a CNH


Detran volta a alertar sobre falsa mensagem apresentando novas regras para renovar a CNH

Texto afirma que a Carteira Nacional de Habilitação é cancelada após 30 dias de seu vencimento!

Essa mensagem circula pela web desde o começo de 2009 e fala de uma suposta lei que cancelaria a Carteira Nacional de Habilitação após 30 dias do vencimento da mesma e o seu portador teria que refazer todos os exames e testes novamente!
A história é falsa e, como já mostramos em várias outras pesquisas aqui do E-farsas, possui várias características de um hoax uma farsa da web:
- possui um tom alarmista; - usa LETRAS MAIÚSCULAS para chamar a atenção (em algumas versões, o texto vem em letras garrafais e em vermelho!); - pede para ser repassada aos amigos; 
- apresenta informações fantasiosas, e dados imprecisos;
O pior de tudo é que muita gente acaba repassando o e-mail, acreditando estar fazendo um bem a humanidade, ao ajudar o próximo!
No blog do Jornal CINFORM, o advogado e assessor jurídico, Cristobaldo Alves, nos ajuda a destrinchar essa história e separar o verdadeiro do falso.
Segundo Cristobaldo, a Lei 9503/97 é a que instituiu o nosso atual Código de Transito Brasileiro e determina que o prazo de validade das novas carteiras de habilitação é de cinco anos.
No entanto, esse prazo vale para motoristas com idade inferior a 65 anos. Para os condutores com idade igual ou maior a 65 anos, a renovação deve ser feita a cada três anos.
Cristobaldo cita André de Carvalho, assessor de imprensa do Detran, que afirma que existem, sim, casos ou situações excepcionais onde o motorista precisará que realizar novamente todo o processo de habilitação. São elas: 
1 – quando o cidadão começa o processo e não o conclui ou é reprovado e não retoma o processo no prazo de um ano
2 – quando condutor é condenado por algum crime de trânsito ou por ter causado acidente grave
Nesses casos, conforme dito por Carvalho, o que estabelece o artigo 160 do Código de Transito Brasileiro combinado com o artigo 1º da Resolução nº 300 do CONTRAN, para voltar a dirigir o motorista terá que se fazer a todos os exames, inclusive de aptidão física, mental e psicológica.
No site do DETRAN de São Paulo há um alerta, postado no dia 30 de março de 2009, desmentindo toda essa história.
Segundo Mara Cruz – Assessora de Comunicação do Detran-SP – não existe prazo máximo para a renovação da carteira e o prazo para a renovação da CNH, depois de vencida, é de 30 dias (daí, talvez, a confusão!). Quem não renovar a CNH no prazo determinado pela legislação de trânsito estará infringindo o art. 161, do Código de Trânsito Brasileiro. Se o condutor nessa situação for pego em uma fiscalização de trânsito terá sua carteira apreendida, receberá uma multa gravíssima (R$ 191,54), 7 pontos na carteira e a retenção do veículo até a apresentação de um condutor habilitado.
Ou seja, existe um limite de 30 dias para renovação da carta, mas isso só vale para quem for pego dirigindo com o documento vencido. Passando esse prazo, o condutor pode ser multado além sofrer outras punições. Porém, a tal lei que cancelaria a carteira depois deste prazo e obrigaria o motorista a começar da estaca zero não existe!
DETRAN do Rio Janeiro, em sua página na internet, também desmente essa história e sugere uma possível explicação para o surgimento desse boato eletrônico.
De acordo com o texto, essa confusão foi criada por causa da Resolução n° 276 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) – de 2008 – que determinava que apenas as carteiras de habilitação antigas, sem foto ou com foto colada, se estivessem vencidas, deveriam ser renovadas ou recadastradas. Caso contrário, os documentos seriam cancelados e seus proprietários teriam que começar o processo de habilitação do zero. O DETRAN-RJ também diz que o objetivo dessa Resolução era o de acabar com as carteiras antigas, porém, uma deliberação posterior do próprio Contran, suspendeu os efeitos da Resolução n° 276. Ou seja, as PGUs não estão sendo canceladas.
Quanto ao trecho do texto que afirma que o extintor de incêndio deveria ser acondicionado fora do plástico, não há nenhuma legislação ou resolução proibitiva a respeito. O CONTRAN estabeleceu, com a Portaria nº 159, a mudança do extintor BC para o modelo ABC. Essa mesma Portaria obriga também que o cilindro terá a validade de cinco anos e não pode – nem a pau – ser recarregado. Mas, segundo Cristobaldo Alves, o próprio CONTRAN poderá (ou não!) revogar a bagaça e liberar a recarga. Então, aguardaremos para ver!
Sobre esse boato, o DETRAN-RJ  explica que "A Resolução n° 223 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) determina que o extintor de incêndio deve ser instalado, obrigatoriamente, na parte dianteira do veículo, ao alcance do condutor. Na vistoria do DETRAN, são verificados, no extintor, os seguintes itens: indicador de pressão, que não pode estar na faixa vermelha; integridade do lacre; presença da marca de conformidade do Inmetro; prazos da durabilidade e validade do teste hidrostático do extintor de incêndio, que não devem estar vencidos; e aparência geral externa em boas condições (sem ferrugem, amassados ou outros danos). Circular com o extintor fora do plástico é, portanto, uma questão de bom senso, já que o equipamento precisa estar pronto para ser utilizado rapidamente. O extintor não precisa ser, necessariamente, do tipo ABC."

O Departamento de Trânsito do Estado do Pará (Detran) volta a alertar os condutores que não existe nenhuma regra nova publicada pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran) estabelecendo o limite de 30 dias para que a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) seja renovada.
O órgão voltou a ser procurado por alguns condutores com dúvidas a respeito de possíveis alterações nos procedimentos para renovar a habilitação. Um pouco mais de um ano atrás, o Detran detectou esse mesmo tipo de falsa mensagem.
O Detran esclarece que tais informações surgiram em função da circulação de um falso e-mail intitulado “Vencimento CNH - novas regras - abril 2011”. Segundo a mensagem, a “nova Lei” determina que a CNH só pode ser renovada em um prazo máximo de 30 dias após o vencimento. De acordo com a falsa informação, fora desse prazo, o condutor deverá refazer todo o processo, como se fosse tirar novamente a primeira habilitação, ou seja, passar novamente pelos exames médico e psicotécnico, legislação. Afirma, ainda, que muitas pessoas já perderam suas carteiras de habilitação e terão que reiniciar todo o processo.

Procedimentos corretos - O Detran informa que não existe um prazo “máximo” para que o condutor renove a sua habilitação. Caso ele não cumpra com o que estabelece o Código de Trânsito Brasileiro (CNH), ou seja, o documento não seja renovado  até 30 dias após a data que consta como sendo a de vencimento, não pode dirigir com este  documento. Mas, isso não significa que o condutor tenha que reiniciar todo o processo, realizando assim os mesmos exames de quando vai tirar a primeira habilitação (médico, psicotécnico, legislação e prático). Quem vai renovar deve se submeter apenas ao exame médico - caso não exerça atividade remunerada do transporte de bens ou pessoas - ou o psicotécnico - caso exerça tal atividade.
O condutor  flagrado dirigindo com habilitação vencida comete infração de natureza gravíssima e arcará com multa de R$ 191,54 e ainda terá o documento retido no caso de ser flagrado em fiscalização dos órgãos de trânsito.
O Detran informa, também, que o condutor que passa mais de cinco anos sem renovar a habilitação se quiser voltar a dirigir, deverá passar por um  curso de reciclagem que é realizado em um Centro de Formação de Condutores (CFC). Já para os condutores acima de 65 anos, a habilitação deverá ser renovada a cada três anos.

Segue abaixo o e-mail com informações falsas que estão sendo veiculadas pela internet.

Vencimento CNH - novas regras - abril 2011

Dá uma olhada na tua CNH!!!

A carteira só pode ser renovada durante o prazo de no máximo 30 dias após o vencimento da mesma. Após este prazo, a carteira é cancelada automaticamente, e o condutor será obrigado a prestar todos os exames novamente: psicotécnico, legislação e de rua, igualzinho a uma pessoa que nunca tirou carteira.

Esta lei não foi divulgada, e muitas pessoas já perderam suas carteiras de habilitação e terão de repetir todos os exames.

Fiquem atentos quanto ao vencimento de sua CNH. Fora a multa, para tirar novamente a CNH fica por volta de R$ 1.200,00 e leva + ou - de 2 a 3 meses.

As mudanças começaram a valer no dia 1º de janeiro de 2011.Serão incluídos novos conteúdos, além de uma nova carga horária.

O Diário Oficial da União (DOU) publicou (22/11/2008) uma resolução do Conselho Nacional de Trânsito
(CONTRAN), que altera as regras para quem vai tirar a carteira de motorista.

Entre as mudanças está a carga horária do curso teórico que vai passar de 30 para 45 horas aula e a do prático, de 15 para 20 horas aula. Serão incluídos novos conteúdos.

Texto: Asdecom/Detran-Pa

sábado, 30 de julho de 2011

Cientistas criam rede molecular “inteligente” DNA

Moléculas de DNA foram usadas para criar inteligência artificial
Representação de uma cadeia de DNA

Um importante passo em direção à Inteligência Artificial e ao apocalipse tecnológico foi dado por cientistas do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech). Uma equipe liderada pelo bioengenheiro Lulu Quian conseguiu criar uma rede neural artificial usando moléculas de DNA, e essa rede conseguiu responder satisfatoriamente a uma brincadeira de perguntas e respostas.

Antes da evolução dos cérebros e das redes de neurônios, organismos unicelulares já eram capazes de desenvolver uma forma limitada de inteligência: moléculas interagiam entre elas e levavam esses organismos a buscar comida e evitar toxinas. Isso levou os cientistas a usar as moléculas de DNA como base para os testes.

O experimento pode parecer um pouco complicado, mas o site do Discovery Channel traduz:

“A eqiupe criou quatro neurônios extremamente simplificados em tubos de teste compostos de 112 cadeias de DNA, com cada cadeia programada com uma sequência específica para interagir com as outras cadeias. A interações resultaram em dados de saída, imitando as ações dos neurônios disparando informações. Para conseguir enxergar o DNA disparando, os cientistas usaram um marcador molecular fluorescente, que acendia quando ativado”.

O jogo consistia em uma série de perguntas cujas respostas permitiam identificar um dos quatro cientistas envolvidos no estudo. Foram usadas 27 combinações possíveis de respostas para as perguntas; a rede artificial acertou todas elas.

O resultado do experimento foi publicado na revista Nature, no dia 21 de julho.

Fonte: DiscoveryNews, Caltech

O conteúdo das notícias é de responsabilidade de seus respectivos autores e veículo de comunicação, não refletindo necessariamente a opinião do Ministério Deus Vive. 

sábado, 16 de julho de 2011

Técnica permite reescrever DNA em ser vivo


São Paulo – Uma nova tecnologia desenvolvida nos Estados Unidos permite editar o DNA em seres vivos, alterando o genoma das células sem danos ao organismo.

O feito realizado em conjunto pelo Massachusetts Institute of Technology e a Universidade de Harvard foi bem sucedido em linhagens da bactéria E.coli, mas pode abrir caminho para uma série de novos experimentos.

A tecnologia que pode ser usada para reescrever o código genético de um ser vivo foi publicada hoje na Science, uma das mais renomadas revistas científicas do mundo. Ela é fruto de sete anos de pesquisa dos laboratórios de Joseph Jacobson, dos MIT, e George Church,de Harvard.

O processo pode ser descrito como similar à função “localizar e substituir”, do software Word: ele encontra uma sequencia específica no DNA e a reescreve, substituindo-a por outra.

O DNA é composto por longas cadeias de “letras” – A,T, C e G, cada uma representando uma base nitrogenada. A combinação dessas diferentes letras é como uma receita que a célula segue na hora de produzir uma proteína: cada sequencia diz ao corpo que ele deve unir aminoácidos específicos que, juntos, formam uma proteína.

Essa receita funciona com trechos de 3 letras- cada trecho é chamado de “códon” e há, ao todo, 64 códons. Em praticamente todas as células vivas, as mesmas sequencias são usadas para traduzir essas proteínas. Embora a maioria deles represente um aminoácido, alguns são responsáveis por dizer à célula para parar de adicionar aminoácidos na cadeia de proteína.

O que os pesquisadores de MIT e de Harvard fizeram foi focar os esforços em um desses códons de “parada” – ele consiste nas letras TAG. No DNA das bactérias E.coli, essa sequencia TAG se repete apenas 314 vezes, o que a torna um bom teste para substituições.

Primeiro, eles usaram uma tecnologia que permite localizar sequencias de DNA especificas e as substituir com uma nova sequencia. Isso é feito no momento em que a célula copia o seu DNA para reprodução. No caso, eles substituíram o códon TAG por outro, o TAA.

Para o processo ser mais manejável, eles criaram 32 linhagens (grupos) de E.coli, cada uma com 10 sequencias TAG já substituídas por TAA. Para chegar às 314 substituições, eles desenvolveram essa nova técnica que os permite controlar o processo que as bactérias usam para trocar material genético.Uma bactéria constrói uma extensão sua até sua célula vizinha, e passa uma parte de material genético. No caso, a linhagem modificada passa o codon TAA.

Eles criaram um sistema em que cada linhagem compartilha seu DNA com uma outra. Depois do primeiro “round”, havia 16 linhagens, cada uma com o dobro de códons de TAG editados do que no início. O processo continuou até se chegar a quatro linhagens, cada uma com cerca de ¼ de todos os códons TAG substituídos por TAA.

No momento, os pesquisadores estão a caminho de produzir uma linhagem com todas as 314 substituições.

Uma das partes mais importantes do trabalho é o fato da substituição ter sido feita em uma célula viva, que continuou funcionando e se reproduzindo normalmente.

Uma vez que a etapa de substituição estiver concluída, a equipe pode partir para o próximo passo, que é pensar em criar células capazes de produzir uma nova proteína. A técnica também permite que as bactérias criadas em laboratório tenham algum tipo de mecanismo que as impeça de trocar material genético com as bactérias comuns.

O conteúdo das notícias é de responsabilidade de seus respectivos autores e veículo de comunicação, não refletindo necessariamente a opinião do Ministério Deus Vive. 

sábado, 2 de julho de 2011

Dedé Santana... Pedi a Deus para não morrer, revela humorista evangélico

Há um mês, durante uma gravação de A Turma do Didi, Dedé Santana, 75 anos, sentiu-se mal. Sentiu a vista escurecer e foi encaminhado para o hospital Barra D’or, no Rio. Vítima de uma verticulite no intestino grosso, o humorista sentiu medo da morte, de não poder ver mais os oito filhos, oito netos e a mulher.

Para superar tudo isso, ele conta que se apegou à fé, à Bíblia – que, garante, há 16 anos norteia a sua vida – e às palavras do amigo Renato Aragão. Em entrevista exclusiva, Dedé falou ao JT sobre o drama e do tempo em que fazia parte de Os Trapalhões. Histórias, aliás, que ele reunirá no livro Eu e Meus Amigos Trapalhões, que deve ser lançado no mês que vem.

Como está sendo voltar ao trabalho, depois do susto?
Tem sido maravilhoso. Cheguei na Globo e meu camarim estava cheio de flores. Tem males que vêm para o bem. Todo mundo me recebeu de braços abertos.

O Renato Aragão foi visitar você no hospital alguma vez?
Sim. Ele deu um jeito, entrou na CTI e falou: “Meu irmão, você vai sair dessa.” Quando ele quebrou o nariz (em abril de 2010), eu também consegui entrar no hospital em que ele estava e falei para o médico dele: “Doutor, não dá para você me operar de qualquer coisa só para eu poder ficar aqui com ele?”. A gente sempre foi assim.

Nessa sua internação, você chegou a sentir medo de morrer?
Eu senti medo do pior. Fiquei com medo de morrer e não poder ver minha mulher e meus filhos. Achei que eles não chegariam a tempo de Santa Catarina.

E nessa espera por eles e por uma melhora, ficou rezando?
Sim. Eu sou evangélico. Então, me peguei muito a Deus. Eu sou muito conformado com as coisas que Deus faz, viu? Mas, nessa hora, eu pedi para não morrer. Foi difícil, mas minha família me apoiou muito, o tempo todo.

E sua família é bem grande.
É verdade. Grande demais (risos). Eu tenho oito filhos e oito netos. Teve um dia que eu cheguei numa rádio, no interior da Bahia, e o cara falou: “Rapaz, você gosta muito de criança”. Eu olhei para ele e respondi: “Não, meu caro. Eu gosto muito da minha mulher”.

Então, aos 75 anos, você ainda gosta muito de namorar?
Sim! Estamos juntos há 20 anos.

E quer ter mais filhos?
Eu até queria ter mais, mas minha mulher (Christiane Bublitz, ex-rainha da Oktoberfest Santa Cruz do Sul) não. Mas apesar de adorar criança correndo pela casa, na verdade eu não fui muito bom para os meus filhos, sabe?

Você foi um pai ausente?
Um pouco. Eu ficava muito fora, né? A gente (Os Trapalhões) chegou a fazer uns três filmes por ano. Agora é que eu tenho ficado mais com eles. E, hoje, eu também sou um homem mais sossegado. A igreja fez bem para mim, sabe? Minha conversão se deu porque eu fui salvo no hospital por Jesus. Ali (há 16 anos), eu sosseguei o rabo. Eu era muito namorador…

Mas porque você foi para o hospital nessa época?
Porque eu tive um problema no coração. Na verdade, eu não tinha religião. Eu era maria vai com as outras. Alguém me falava: “Vamos numa sessão espírita?” Eu ia. “Vamos na macumba?” Eu ia. Mas sempre acreditei em Deus.

E agora você está sossegado e ganhando tão bem quanto na época de ‘Os Trapalhões’?
Não é assim. Não ganho igual. Antes, a gente tinha contrato com montadoras de bicicleta, fazíamos filmes, era muita renda…

Na época do grupo você conseguiu ficar rico?
Não. Eu sou muito mão aberta e não gosto de falar isso, porque fico colocando azeitona na minha empada. Mas posso dizer que tive grandes emoções nessa vida e isso foi o que valeu. Minha única queixa dessa carreira é que dirigi uns 70 filmes na vida e nunca fui convidado para um Festival de Cinema. Depois que eu morrer, não adianta me homenagearem.

Ontem, você disse que estava indo para o Rio. Onde reside?
Estou morando em Itajaí (SC). Eu fui para lá há seis anos, quando fui contratado pelo Beto Carreiro para fazer apresentações no parque dele. Aí, quando o Beto faleceu, o Didi me ligou para eu vir para a Globo. Foi um presente!
Por qual motivo?
Porque eu queria trabalhar outra vez com o Renato (Aragão). Esse foi o segundo grande presente que ele me deu. O primeiro foi um curso de direção em São Paulo e a chance de dirigir os filmes de Os Trapalhões. Por isso, não queria morrer e estar longe dele.

E como o conheceu?
Eu trabalhava num teatro no Rio e o Arnaud Rodrigues, que escrevia para o Chico Anysio, me viu e falou de mim para o Renato, que procurava um companheiro. Como eu saltava e fazia até oito números de circo, gostaram de mim.
Eu cheguei a participar até do globo da morte. Então, quando conheci o Didi deu super certo e nunca mais nos largamos.

Mas Dedé, vocês não haviam brigado? Explique melhor isso…
Imagina! Nós nunca brigamos. A gente se falava pouco, em datas especiais: aniversário, Natal… Mas a gente sempre se ligava.

Então, nunca existiu um ego maior da parte do Renato?
Não. Nunca houve. Quando os outros vieram (Zacarias e Mussum), eles sabiam que ele era o líder, o cara que escrevia. A primeira vez que peguei o texto dele eu falei: “Rapaz, se um dia você conseguir fazer o que você escreve, você vai ser o maior humorista do Brasil”.

Foi você quem levou o Mussum para o grupo? Como foi isso?
Sim. Eu o conhecia do grupo Os Originais do Samba. Ele não queria ser humorista, sabia? Ele dizia: “Eu sou tocador de reco-reco, meu cumpade”. Mas eu o convenci.

É verdade que vocês quatro chegaram a morar juntos?
A gente vivia mais junto do que com a nossa família. Os Trapalhões viviam juntos. Viajamos o Brasil, fomos para Marrocos, Angola e EUA. Era tão bom, dávamos tantas gargalhadas. A maior diversão sempre era o Renato.

O que ele fazia?
Às vezes, ele amarrava a roupa de um na do outro. No meu caso, ele enchia os bolsos de manga, porque sabia que eu gostava da fruta. Ele nunca desanimava. Eu, na verdade, era o mais mal-humorado da turma. O Mussum fazia farra e o Zacarias era o conselheiro.

Como foi perdê-los?
Muito difícil. Eu e o Renato até pensamos em largar a TV. Mas eu aprendi desde cedo que o espetáculo tem de continuar. Uma vez, eu e minha família organizamos um espetáculo de circo em Santos, com tudo fiado. E, horas antes de estrearmos, meu pai foi atropelado e morreu. Pensamos em desistir de tudo, mas estávamos com os ingressos vendidos. Lembro que eu e meu irmão, Dino Santana, velávamos o meu pai lá atrás do circo e na frente, no picadeiro, fazíamos palhaçada…

E além dessa dificuldade, passou por outras para entrar na TV?
Muitas. Passei fome aqui no Rio de Janeiro e dormi nas praias. Quem me ajudou foi um baiano que tomava conta de um teatro no Posto 6. Eu o ajudava a fazer a limpeza e ele me pagava comida. Enquanto isso, eu mentia para a minha família. Dizia que estava indo bem na carreira de diretor de cinema que eu tanto sonhava.

Data: 28/6/2011 08:30:16 
Fonte: JT

O conteúdo das notícias é de responsabilidade de seus respectivos autores e veículo de comunicação, não refletindo necessariamente a opinião do Ministério Deus Vive. 

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura

Está Consumado de Max Lucado - "Está consumado!" João 19:30


Há vários anos atrás, Paul Simon e Art Garfunkel nos encantaram com uma canção de um menino pobre que foi para Nova Iorque em sonho e caiu vítima da vida cruel da cidade. Sem dinheiro, tendo apenas estranhos como amigos, ele passava os dias "escondido, procurando os lugares mais pobres onde os mendigos vão, buscando pontos que só eles conhecem ".[1]

É fácil imaginar esse jovenzinho de rosto sujo e roupas velhas, procurando trabalho e não encontrando. Ele se arrasta pelas calçadas, lutando contra o frio e sonhando em ir para algum lugar "onde os invernos da cidade de Nova Iorque não me façam sangrar, levando-me para casa".

O garoto pensa em desistir. Em voltar para sua cidade. Desistir — algo que nunca pensou que pudesse fazer.

Mas no momento em que pega a toalha para atirá-la ao ringue, encontra um boxeador. Lembra-se destas palavras?

No espaço vazio se acha um lutador profissional levando com ele cada golpe que que o cortou até que gritasse de ira e vergonha – "Vou embora, vou embora!" mas o lutador permanece mesmo assim.[2]

"O lutador permanece." Existe algo magnético nessa frase. Ela soa autêntica.

Os que permanecem como o lutador são uma espécie rara. Não quero dizer necessariamente vencer, mas apenas permanecer. Ficar agarrado ali. Terminar. Não ir embora até que seja feito. Mas infelizmente muitos poucos de nós fazem isso. Nossa tendência humana é desistir cedo demais. Nossa inclinação é parar antes de cruzar a linha de chegada.

Nossa incapacidade de terminar o que começamos é vista nas menores coisas:

Um jardim com metade da grama cortada.
Um livro lido pela metade.
Cartas começadas, mas inacabadas.
Um regime posto de lado.
Um carro sobre cavaletes.

Ou se mostra nos pontos penosos da vida:
Uma criança abandonada.
Uma fé vacilante.
A pessoa que muda sempre de emprego.
Um casamento falido.
Um mundo não evangelizado.

Estou tocando em algumas feridas abertas? Há qualquer possibilidade de estar me dirigindo a alguém que esteja considerando desistir? Se estou, quero encorajar você a permanecer. Quero encorajá-lo a lembrar a determinação de Jesus na cruz.

Jesus não desistiu. Não pense, porém, nem por um minuto, que não foi tentado a fazê-lo. Observe como ele estremece ao ouvir seus apóstolos caluniarem e discutirem. Olhe para ele quando chora junto ao túmulo de Lázaro ou quando se lamenta ao agarrar-se ao solo de Getsêmani.

Ele jamais quis desistir? Claro que sim!

Essa a razão pela qual suas palavras são tão esplêndidas. "Está consumado."

Pare e ouça. Você pode imaginar o grito da cruz? O céu está escuro. As outras duas vítimas gemem. As bocas zombeteiras se calaram. Talvez haja trovões. Talvez choro. Talvez silêncio. Jesus inala então profundamente, empurra os pés sobre o prego romano e grita: "Está consumado!"

O que estava consumado?

O plano da redenção do homem, longo como a história, estava consumado. A mensagem de Deus para o homem havia terminado. As palavras de Jesus como homem na terra não mais se repetiriam. A tarefa de escolher e treinar embaixadores terminara. O trabalho estava terminado. A canção fora cantada. O sangue derramado. O sacrifício feito. O aguilhão da morte fora removido. Tudo acabara.

Um grito de derrota? Dificilmente. Se as suas mãos não tivessem sido pregadas, ouso dizer que um punho triunfante teria sido levantado para o céu escuro. Não, não foi um grito de desespero. Mas de realização. Um grito de vitória, de cumprimento. Também um grito de alívio.

O lutador permaneceu. E agradecemos por tê-lo feito. Graças a Deus que Ele suportou.

Você está prestes a desistir? Não faça isso. Está desanimado como pai? Fique firme. Está cansado de fazer o bem? Faça apenas um pouco mais. Está pessimista em relação a seu emprego? Arregace as mangas e persevere. Não existe comunicação em seu casamento? Dê-lhe mais uma injeção. Não consegue resistir às tentações. Aceite o perdão de Deus e continue em frente. Seu dia está cheio de tristeza e desapontamentos? Seus amanhãs estão-se transformando em "nuncas"? A esperança é uma palavra esquecida?

Lembre-se, quem persevera não é aquele que não apresenta ferimentos nem está cansado. Pelo contrário, ele, como o lutador de boxe, está cheio de cicatrizes e sangrando. Estas palavras foram atribuídas a Madre Teresa: "Deus não nos chamou para ser bem-sucedidos, mas fiéis." O lutador, como nosso Mestre, foi traspassado e está cheio de dores. Ele, como Paulo, pode ter sido até algemado e açoitado. Mas permanece, persevera.

A Terra Prometida, diz Jesus, aguarda os que perseveram.[3] Ela não é apenas para aqueles que alcançam a vitória ou bebem champanhe. Não, de modo algum. A Terra Prometida é para aqueles que simplesmente permanecem até o fim.

Vamos perseverar.

Ouçam este coro de versículos destinados a dar-nos poder para manter-nos firmes:

Meus irmãos, tende por motivo de toda a alegria o passardes por várias provações, sabendo que a provação da vossa fé, uma vez confirmada, produz perseverança.[4]

Por isso restabelecei as mãos descaídas e os joelhos trôpegos; e fazei caminhos retos para os vossos pés, para que não se extravie o que é manco, antes seja curado.'[5]

E não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não desfalecermos.'[6]

Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé. Já agora a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, reto juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos quantos amam a sua vinda.'[7]

Bem-aventurado o homem que suporta com perseverança a provação; porque, depois de ter sido aprovado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor prometeu aos que o amam.'[8]

Obrigado, Paul Simon. Obrigado, apóstolo Paulo. Obrigado, apóstolo Tiago. Mas, obrigado mais que tudo ao Senhor Jesus, por nos ensinar a perseverar, a nos manter firmes e, no final, a terminar.


1. “The Boxer” por Paul Simon (c) 1968.
2. Idem.
3. Mateus 10:22
4. Tiago 1:2,3
5. Hebreus 12:12,13
6. Gálatas 6:9
7. 2 Timóteo 4:7,8
8. Tiago 1:12.

[ Para mais meditações de Max Lucado
visite o site
www.iluminalma.com.br]

Copyright © 2005 Editora Vida Cristã. Todos os direitos reservados. Reproduzido com a devida autorização.

O livro de Max Lucado do qual este capítulo foi extraído,
"Seu Nome É Salvador", pode ser encomendado da Editora Vida

quarta-feira, 30 de março de 2011

Número de mortes entre jovens passa, pela primeira vez, a mortalidade entre crianças


Pesquisa aponta violência de corrente do crime, suicídio e acidentes de trânsito como o principal responsável pela morte em jovens adultos

Laurent Gbagbo
Violência: jovens recrutados na Costa do Marfim para apoiar o ditador Laurent Gbagbo em milícias chamadas de 'jovens patriotas'. Em todo o mundo, jovens são recrutados por gangues e milícias e acabam morrendo precocemente. Em países como o Brasil, a violência urbana e os acidentes de trânsito são as principais causas (Jean-Philippe Ksiazek/AFP)
As mortes prematuras entre jovens de 10 a 24 anos são hoje três vezes mais frequentes do que entre crianças de um a quatro anos. A virada no número de mortes significa que, após 50 anos de prevalência de morte prematura em crianças, agora são os jovens as maiores vítimas. Segundo uma pesquisa publicada no periódico médico britânico The Lancet, isso acontece porque as campanhas de vacinação e de combate a doenças conseguiram reduzir a quantia de crianças afetadas. Entre os jovens, problemas como violência decorrente do crime, suicídio e acidentes de trânsito acabaram se tornando os grandes responsáveis pelo aumento no número de mortes.
A pesquisa, que analisou dados de 50 países — ricos, com renda média e pobres — nos últimos 50 anos, sinaliza que as taxas de mortalidade entre crianças de um a nove anos teve uma queda de 80% a 93%, em grande parte devido à redução no número de mortes causadas por doenças infecciosas. As mortes entre jovens também sofreram redução no mesmo período, mas não no mesmo ritmo: em rapazes com idades entre 15 e 24 anos, a mortalidade caiu entre 41% a 48%.
Segundo os pesquisadores, as maiores causas de mortes entre os jovens são violência decorrente de crimes, o suicídio e os acidentes de trânsito. Estes problemas elevaram não somente as mortes prematuras entre rapazes de todos os países analisados, mas também entre as garotas de países ricos e do leste europeu.
Segundo Russel Viner, especialista da University College London e coordenador do estudo, o desenvolvimento econômico, a mudança da zona rural para as cidades, o aumento da urbanização e as mudanças sociais geradas a partir daí estão sendo prejudiciais aos jovens, se pensadas em termos de mortalidade. “A juventude costumava ser o período mais saudável de nossas vidas. Isto já não é mais uma verdade”, afirmou à BBC.
“O mais evidente é que os maiores riscos aos jovens, além de viverem em locais de extrema pobreza ou com grande riscos de doenças infecciosas e guerra, estão nos comportamentos que eles adotam e no contexto em que se encontram”, disse Michael Resnick, da Universidade de Minnesota e um dos pesquisadores responsáveis pelo estudo. Segundo o especialista, é necessário uma maior atenção às vizinhanças violentas, ao acesso a recursos básicos e ao aumento das oportunidades de trabalho e sociais para que o índice de morte prematura entre os jovens seja controlado.
Variações – O estudo reflete a realidade de muitos países, inclusive o Brasil, onde os jovens morrem principalmente devido ao crime e acidentes de trânsito, mas não deve ser tomado como um retrato fiel da situação mundial. Algumas regiões consideradas as mais pobres da África subsaariana não entraram na pesquisa (porque não havia dados suficientes), e alguns dados regionais podem levar a resultados artificialmente elevados. Em alguns países, por exemplo, a pesquisa contabilizou picos de casos de suicídio que aconteceram logo após o fim do período comunista (final da década de 1990),  e que atualmente acontecem em menor número.
FONTE: VEJA
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